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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O gato preto cruzou a estrada

Passou por debaixo da escada/E lá no fundo azul/Na noite da Floresta/A lua iluminou/A dança, a roda, a festa/.../Bailam corujas e pirilampos/Entre os sacis e as fadas... 
E quem disse que no Brasil não tem Halloween? Saci Pererê, Caipora, Curupira, Mula sem cabeça, Boitatá e Cuca são alguns dos terríveis personagens do folclore brasileiro que quase ninguém se lembra. Eita povo americanizado. Hoje, comemora-se também o dia do Saci Pererê. Figura levada da breca, negrinha, de uma perna só, com gorro vermelho na cabeça e cachimbo aceso na boca; Que faz tranças nas crinas dos cavalos, rouba ovos do galinheiro e faz sumir objetos. Colei muito feijão preto em desenhos de Sacis rodados no mimeógrafo, no primário, para comemorar o Dia do Folclore (22/08). 

Recordei-me também da capa de um disco, que parecia cena de terror, com quatro cabeças decapitadas sobre a mesa posta. Trata-se do primeiro disco do grupo Secos e Molhados, de 1973. O LP ficava num móvel debaixo da televisão, na casa dos avós das minha sobrinhas Márcia e Meire. Na capa estão as cabeças de Ney Matogrosso (vocal), João Ricardo (violão e vocal), Gerson Conrad (violão e vocal) e Marcelo Frias (bateria e percussão). Destaque para as faixas: Sangue Latino, O Vira, Assim Assado, Rosa De Hiroshima e Fala

Lembro-me também das apresentações do grupo no Fantástico. Foi um fenômeno na época, venderam. Segue um registro da época.

O Vira

Curiosidade: O disco vendeu uma quantidade bem maior do que o esperado em seu lançamento. "A gravadora achou que venderia 1.500 em um ano. Vendeu em uma semana. Como o mercado vivia uma crise de vinil, a gravadora começou a pegar os discos que não estavam vendendo e derreter para fazer o nosso." Ney Matogrosso.

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