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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elis 70 anos

Ontem, prestigiei o show em homenagem à Elis Regina e gostei do que vi. A iniciativa partiu do primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e integra os eventos em comemoração ao aniversário de 70 anos de Elis. Os eventos começaram com o lançamento do site oficial da cantora e a nova biografia autorizada, Nada Será Como Antes, de Julio Maria, ambos lançados em 17 de março, data do aniversário de Elis. E ainda tem a promessa de uma filmografia, dirigida por Hugo Prata, com roteiro de Nelson Motta e Patricia Andrade, com a atriz Andreia Horta na pele da Pimentinha.

O show começou às 20h15 e foi apresentado por João Marcello e Luiz Carlos Miele, contou com vídeos inéditos de canções da Elis e com depoimentos e canções ao vivo dos artistas convidados (em ordem de participação): Fagner, Renato Teixeira, João Bosco, Jair de Oliveira, Ivan Lins e Gilberto Gil. Músicos e três telões dividiam o palco do auditório Celso Furtado no Anhembi. Minha emoção foi grande, não conhecia o lugar, mas sabia que a Elis já havia se apresentado ali várias vezes.

Setlist: Abertura com Elis Regina (voz) - Fascinação; Fagner - Mucuripe (participação de Elis no telão) e Noves Fora, Elis Regina (telão) - Sinal Fechado e Transversal Do Tempo, João Bosco - Bala Com Bala, Transversal Do Tempo, O Mestre-Sala Dos Mares, O Bêbado E A Equilibrista, Elis Regina (telão) - Me Deixa Em Paz, Renato Teixeira - Romaria (participação de Elis no telão) e Sentimental Eu Fico, Elis Regina (telão) - Corrida De Jangada, Jair Rodrigues e Elis Regina (telão) - O Morro Não Tem Vez (participação de Jair de Oliveira), Elis Regina (telão) - Águas De Março, Ivan Lins - Aos Nossos Filhos, Cartomante, Qualquer Dia, Me Deixa Em Paz e Madalena, Elis Regina (telão) - Deixa e Upa Neguinho Na Estrada, Gilberto Gil - Amor Até O Fim, Se Eu Quiser Falar Com Deus e Ladeira Da Preguiça, Elis Regina (telão) - Maria, Maria.

Senti falta de outros grandes compositores/cantores, vivos, tão gravados por Elis como Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso Guilherme Arantes. Foram quase três horas de show, com intervalo de quinze minutos. Os pontos altos foram ver Elis em vídeos inéditos nos telões com som e imagens impecáveis e ouvir Gilberto Gil cantando Se Eu Quiser Falar Com Deus. Os pontos baixos foram a ausência dos outros filhos de ElisPedro Camargo Mariano e Maria Rita, e a fraca e desnecessária presença de Jair de Oliveira no palco. No encerramento, todos os artistas voltaram ao palco para prestar uma última homenagem à cantora. João Marcello deixou no ar a promessa de novos shows. Vamos aguardar, porque o espetáculo não pode parar!

E para encerrar, a cópia, sem tratamento, de um dos vídeos que passaram no show de ontem, gravado em 1978.

Sinal Fechado e Transversal Do Tempo

terça-feira, 17 de março de 2015

Vou deitar e rolar

Um dia especial, como o de hoje, não poderia passar em branco. Especial pela comemoração do septuagésimo aniversário de nascimento da inigualável Elis Regina. Inigualável na voz, na interpretação, na musicalidade, no temperamento, no amor e na verdade. Assim era ela. 

A comemoração começou com a matéria do jornal. Depois a surpresa do site dela, que finalmente nasceu, e que trás também boas novas que virão, como o filme sobre ela que começa a ser gravado ainda este ano. E por fim, a noite de autógrafo com o lançamento do livro Elis Regina - Nada Será Como Antes, de Julio Maria. E é claro que eu não perderia esse momento por nada. Na fila do autógrafo encontrei outras surpresas: Um jovem que disse que a música que ele mais gostava dela é Se Eu Quiser Falar Com Deus do Gilberto Gil. Disse ainda, que ela era a única que se apropriava das canções que gravava, como se fossem suas. Outra surpresa foi ouvir um senhor, provavelmente da mesma idade que ela completaria hoje, dizendo emocionado que o momento da vida dela que mais mexeu com ele foi o show Falso Brilhante

Bonito ver e ouvir coisas boas sobre a Elis. Enquanto escrevo esse post, escuto o disco Em Pleno Verão, de 1970, ano em que nasci. Começou com a música Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá), passando pelas ótimas Bicho Do Mato, As Curvas Da Estrada De Santos, Fechado Pra Balanço, Não Tenha MedoThese Are The Songs e Comunicação. No site dela, www.elisregina.com.br, é possível encontrar e ouvir todos os seus discos. Que maravilha! João Marcello, parabéns pelo trabalho e pelo resultado! 

Não demorou muito para eu escolher uma foto dela, entre centenas, para publicar aqui. O sentimento é este, o de um forte abraço. Então, Elis Regina Carvalho Costa, onde quer que você esteja, receba um forte abraço e votos de plenitude e de imensa paz.

E para comemorar, segue o registro de duas canções gravadas em 1971 para a TV. E acho que tem tudo haver com o momento. Elis deitou e rolou, fez o que bem quis e ainda deixou um aviso: Quem sabe dele sou eu, vida quem dá é Deus. 

Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá)
e Aviso Aos Navegantes

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Elis & Tom

Em agosto de 1974, a gravadora Polygram lançava o disco Elis & Tom, um dos maiores sucessos fonográficos brasileiro de todos os tempos e que promoveu o encontro de dois dos maiores nomes da música popular brasileira, a cantora Elis Regina e o maestro, compositor e arranjador Antonio Carlos Jobim

Tratava-se do presente que a gravadora Philips dará a sua artista principal, Elis Regina, pelos seus 10 anos de contrato. Elis, que já gravará músicas de Jobim, queria um disco com as músicas e a participação do próprio autor. O disco conta com arranjos de César Camargo Mariano, pianista e então marido de Elis, que inovou utilizando instrumentos elétricos, com exceção da faixa Modinha, que teve os arranjos do próprio JobimAs gravações foram realizadas nos estúdios da MGM, em Los Angeles, no período de 22 de fevereiro a 9 de março. 

As músicas são de autoria de Tom Jobim em parceria com Chico Buarque, Aloísio de Oliveira e Vinicius de Moraes. Entre as faixas produzidas, minhas preferidas são: Só Tinha De Ser Com VocêÁguas de MarçoChovendo Na Roseira, TristeBrigas, Nunca Mais. As outras canções que constam no disco são: Pois É, ModinhaCorcovadoO Que Tinha De Ser, Retrato Em Branco E Preto, Por Toda A Minha Vida, Fotografia, Soneto De Separação e Inútil Paisagem.

Ficha técnica: Antonio Carlos Jobim (piano, vocal, violão e arranjo), Elis Regina (vocal), César Camargo Mariano (piano elétrico, piano e arranjos), Hélio Delmiro (guitarra elétrica e violão), Oscar Castro-Neves (violão), Luizão Maia (baixo), Paulo Braga (bateria), Chico Batera (percussão), Bill Hitchcock (regência), Hubert Laws e Jerome Richardson (flautas) e Aloísio de Oliveira (produção).

Segue o registro gravado para o Fantástico em 1974, com duas importantes canções.

Corcovado e Águas De Março

No aniversário de 30 anos, em 2004, o disco contou com um relançamento especial, produzido pela gravadora Trama em parceria com a Universal Music, reunindo numa mesma caixa as versões estéreo e surround 5.1, em CD e DVD Áudio. A coordenação do projeto ficou a cargo do primogênito de ElisJoão Marcelo Bôscoli, com supervisão de César Camargo Mariano. Foram incluídas como bônus as faixas Fotografia (vs. alternativa) e BonitaEm 2007, Elis & Tom foi escolhido por jornalistas e críticos musicais como o 11º melhor disco da música brasileira pela revista Rolling Stone.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Elis, A Musical

Levei um tempo para ver o espetáculo Elis, A Musical, desde a sua estreia aqui em São Paulo. Tinha receio do que poderia ver ali no palco. A comparação com uma das minhas grandes ídolas seria inevitável. Mas enfim, aconteceu na última sexta-feira. Torci o nariz no começo. Depois relaxei. E por fim, fechei os olhos e procurei sentir a verdadeira Elis no palco. 

A atriz baiana Laila Garin foi a responsável pelo dificílimo feito de dar vida à gaúcha Elis Regina. A moça encarnou a homenageada de forma segura e sensível. Tirando as notas vocais, bem acima do tom, o restante da transformação foi muito bem resolvido. Principalmente nos diálogos e na reprodução do que seria a última entrevista de Elis, concedida para o programa Roda Viva em 1981. 

Já li e reli a biografia Furacão Elis várias vezes. Já assisti muitas entrevistas e especiais produzidos para a TV com ela e de gente que conviveu com ela, falando sobre ela. O musical peca por deixar de fora alguns momentos da carreira da cantora que julgo importantes, como por exemplo, como Elis conheceu o compadre Milton Nascimento e a amiga Rita Lee. Por outro lado, a chegada dela no Rio de Janeiro em meados dos anos 1960 se arrasta por quase meio ato.

Os 240 minutos do musical foram divididos em dois atos e em dois casamentos: o primeiro com o produtor, compositor e jornalista carioca Ronaldo Bôscoli (Tuca Andrada) e o segundo com o músico, produtor e arranjador paulistano César Camargo Mariano (Claudio Lins). O texto foi escrito pelo amigo, produtor musical, compositor, jornalista e ex-paquera de ElisNelson Motta e por Patrícia Andrade. A direção, que passa do ponto em alguns momentos, é assinada por Denis Carvalho. A direção musical e os arranjos são assinados por Delia Fischer.

Os pontos altos do musical estão nas canções: Arrastão, Como Nossos Pais, O Bêbado E A Equilibrista, Aos Nossos Filhos e no pot-porri com Jair Rodrigues (Lincoln Tornado). As canções do musical foram: 1º Ato - Fascinação / Aprendendo a jogar / Garoto último tipo – Puppy Love / Ela é Carioca / Imagem / O Pato / Menino das Laranjas / Samba do Avião / Arrastão / Deixa Isso Pra Lá / O Morro Não Tem Vez / Feio Não É Bonito / O Sol Nascerá / Esse Mundo É Meu / A Felicidade / Samba de Negro / Diz Que Fui Por Aí / Acender As Velas / A Voz Do Morro / Lobo Bobo / Alô, Alô Marciano / Come Fly With Me / Eu Sei Que Vou te Amar / Samba Saravá / Upa Neguinho / Vou Deitar E Rolar / Falei E Disse / Madalena / Não Tenha Medo / Atrás da Porta / Casa No Campo2º Ato - Nada Será Como Antes / Canção Da América / Fé Cega, Faca Amolada / Paula E Bebeto / Maria, Maria / Wave / Só Tinha De Ser Com Você / Águas De Março / Dois Pra Lá, Dois Pra Cá/ O Guarani (Instrumental) / Como Nossos Pais / Querelas Do Brasil / Deus Lhe Pague / O Bêbado E A Equilibrista / As Aparências Enganam / O Trem Azul / Aos Nossos Filhos / Redescobrir / Fascinação.

Completo ou não, Elis, A Musical, dá oportunidade de conhecer um pouco sobre esse grande ícone da MPB.

E para ilustrar o post, segue um raro registro do espetáculo Falso Brilhante, capturado pelas lentes do Fantástico. Esse mesmo número musical é representado igualmente na peça. Atente para a introdução do vídeo, ele contextua bem a imagem que as pessoas tinham da melhor cantora brasileira.

Como Nossos Pais

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Encontro de Titãs - 11

Hoje, a eterna Pimentinha acordou mais cedo para arrumar a casa. Elis Regina se preparou para receber uma visita ilustre: o seu parceiro e amigo Jair Rodrigues entra no reino celestial após 75 anos de vida aqui na terra.

Elis e Jair se conheceram na década de 1960. De 1965 até 1967, apresentaram o programa O Fino da Bossa, transmitido pela extinta TV Record. Os programas gravados no teatro Paramount - atual teatro Renault -, renderam três discos com os registros ao vivo: Dois Na Bossa, em 1965 - primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias -, Dois Na Bossa Nº 2, em 1966 e Dois Na Bossa Nº 3, em 1967.

Para homenagear essa parceria que continua agora no céu, posto um vídeo com um pequeno trecho extraído de um dos especiais da TV Record. A edição foi mutilada, mas dá para trazer uma ideia do entrosamento dessa dupla de talentos que tinham química, alegria e humor.

O Morro Não Tem Vez / Samba Do Carioca

O paulista e sambista Jair Rodrigues de Oliveira faleceu na manhã de hoje, em sua casa, por consequência de infarto agudo do miocárdio. Deixa a carinhosa e simpática esposa Clodine e os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello, também cantores. Em 50 anos de carreira, gravou mais de 40 discos e mais de 450 músicas. Seu primeiro grande prêmio veio com a canção Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, defendida em 1966 no Festival de Música Popular Brasileira. A música ficou em primeiro lugar, empatando com a canção A Banda, interpretada e composta por Chico Buarque.

Encontrei com o Jair Rodrigues em alguns shows dos filhos da Elis e de seus filhos. Sempre sorridente e simpático, fazia questão de cumprimentar quem se aproxima-se dos seus. Pessoa iluminada.

Salve Jair Rodrigues!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Estrada Do Sol

A letra é de Dolores Duran e a melodia de Tom Jobim. A canção é de 1958 e foi lançada no álbum A Certain Mr. Jobim, em 1967. Já foi gravada por vários artistas. Destaco três das melhores vozes brasileiras para o post:

A primeira versão é da Elis Regina e está no álbum Ela, de 1971.

Estrada do sol by Elis Regina on Grooveshark






A segunda versão foi lançada em 1979 no álbum Gal Tropical, da Gal Costa.

Estrada Do Sol by Gal Costa on Grooveshark







Milton Nascimento gravou a canção em 1992 para o álbum O Planeta Blue na Estrada do Sol.

Estrada do sol by Milton Nascimento on Grooveshark





Qual a sua versão preferida?

A música ganhou sua melhor interpretação no dueto de Gal e Elis gravado para o especial de TV Maria da Graça Costa Pena Burgos, em 1980.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Encontro de Titãs - 7

Um encontro gostoso e divertido que juntou a cantora Elis Regina, seu marido, maestro e musico César Camargo Mariano e o cantor e compositor Adoniran Barbosa. Elis convidou o amigo Adoniran para participar do seu especial de fim de ano gravado e transmitido pela TV Bandeirantes em 1978. O encontro foi registrado no Bar da Carmela, no Bexiga, reduto de AdoniranEm 1980, Adoniran retribuiu o convite e chamou Elis para gravar com ele Tiro Ao Álvaro no seu terceiro disco.


Os dois se conheceram em 1965, no programa O Fino da Bossa da TV Record. Treze anos mais tarde, Elis colocou a canção Saudosa Maloca, sucesso de Adoniran, no disco Transversal No Tempo, de 1978. A amizade do o entrosamento musical dos dois era tão forte, que ambos foram "cantar no céu" em 1982: ela em janeiro e ele em novembro.

Segue o registro desse grande momento com as canções de Adoniran

Iracema Um Samba No Bexiga

domingo, 5 de maio de 2013

Aprendendo a jogar

Entre os grandes compositores que a Elis Regina gravou, encontra-se o romântico Guilherme Arantes. O encontro aconteceu em 1980, Elis colou duas músicas do Guilherme no seu último álbum. E pensar que essa parceria poderia ter sido mais duradoura. Gosto da irreverência da letra que brinca com os provérbios de forma inteligente. Tudo a ver com a interprete. Segue a letra e o vídeo gravado para o Fantástico. A música está no álbum Elis de 1980.

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar

Água mole em pedra dura

Mas vale que dois voando
Se eu nascesse assim... pra lua
Não estaria trabalhando

Vivendo e aprendendo a jogar

Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar

Mas em casa de ferreiro

Quem com ferro se fere é bobo
Cria fama, deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do lobo

Vivendo e aprendendo a jogar

Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar

Quem tem amigo cachorro
Quer sarna pra se coçar
Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pula quer dançar


Vivendo e aprendendo a jogar

Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar

domingo, 17 de março de 2013

TOP 10 - Elis Regina 2

O TOP 10 - artista desse mês é dedicado a minha musa cantante Elis Regina, que completaria hoje 68 anos de vida, se assim fosse permitido pelo cara lá de cima. Fazer uma seleção das músicas da Elis é sempre muito complicado. Queria colocar as canções mais conhecidas dela, como por exemplo, O Bêbado E A Equilibrista, Águas De Março, Atrás Da Porta... mas mudei de ideia ao percorrer o seu vasto repertório. Resolvi fazer uma seleção por tema, dividindo-as em dois blocos com cinco músicas cada. O primeiro com a vertente romântica e apaixonada, e o segundo com um tom mais debochado e alegre. Gostaria de acrescentar à lista duas outras músicas que foram publicadas no primeiro TOP 10 dela, Amor Até O Fim e Ladeira Da Preguiça, mas seria uma sacanagem repeti-las com tanta música boa dela ainda por citar. Seguem as escolhas:

1 - Carinhoso - Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso/E o muito... que te quero.
2 - Só Tinha De Ser Com Você - Eu sempre fui só de você/Você sempre foi só de mim.
3 - É Com Esse Que Eu Vou - Desabafar o meu coração/Sambar na multidão.
4 - O Primeiro Jornal - Quero cantar pra você/Segunda-feira de manhã...
5 - Me Deixas Louca - Você me abraça, a noite passa... 
6 - Agora Tá - Já que tá aí/Pela metade, mas tá/Melhor cuidar/Pra peteca não cair...
7 - Eu, Hein, Rosa! - Você vai cair do cavalo/Quando precisar de mim.
8 - Cai Dentro - Nem vem na cola, que se entrar de solá vai dançar.
9 - Vou Deitar E Rolar (Qua Qua Ra Qua Quá) - ..., quem riu?/..., fui eu.
10 - Aviso Aos Navegantes -  Olha, aqui você faz/Aqui mesmo vai entrar bem.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Encontro de Titãs

O novo tópico é para homenagear os grandes cantores, compositores e músicos, brasileiros e estrangeiros. O nome não poderia ser mais sugestivo, na mitologia grega, os Titãs enfrentaram Zeus e seus filhos e perpetuaram a fama na mitologia clássica. Tinham força e poderes descomunais, nenhum mortal podia com eles, nem mesmo os deuses do Olimpo. Daí a semelhança com os artistas que serão lembrados aqui, eles são os melhores, absolutos! Absolutos no dom e no talento pra emocionar e entreter todos nós. Nós, simples mortais apreciadores desses deuses da música. 

E pra começar, as vozes femininas mais afinadas do Brasil: Elis Regina e Gal Costa.

Segue o registro do especial Maria da Graça Costa Pena Burgos, produzido para a televisão em 1980. A música é do Gilberto Gil, foi gravada pela Elis Regina em 1974, álbum Elis. Confira:

Amor Até O Fim

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cais

Lançada em 1972, a música Cais tem letra e melodia marcantes. Conheci a música na voz da Elis Regina, mas outros cantores gravaram ela também: Milton Nascimento, Flávio Venturini, Simone, Nana Caymmi e Caetano Veloso. Das seis versões que conheço, selecionei as que ouvi mais:

A primeira é a do autor Milton Nascimento que compôs a música em parceria com Ronaldo Bastos, está no álbum Clube da Esquina, de 1972. 

Cais by Milton Nascimento on Grooveshark
A segunda tem um tom mais dramático, foi gravada pela Elis Regina, também em 1972 e faz parte do álbum Elis.

Cais by Elis Regina on Grooveshark
E a última, com uma roupagem mais leve, foi gravada por Flávio Venturini, álbum Trem Azul, de 1998.

Cais by Flávio Venturini on Grooveshark





Qual a sua versão preferida?

sábado, 19 de janeiro de 2013

Virge que coisa mais linda

Nem precisa falar mais nada sobre a data de hoje, apenas separei cuidadosamente um vídeo da Elis Regina capitado na França em 1968. É incrível, o primeiro mundo realmente merece o seu status. Veja só o cuidado em guardar um registro de uma cantora nascida num país tupiniquim e sem memória. Sem mais.

Upa Neguinho

sábado, 5 de maio de 2012

Alô alô Elis Regina

Aqui quem fala é da Terra. Você não imagina a loucura. Sua filha Maria Rita soltou a voz hoje, no Parque da Juventude, com 28 músicas do seu extenso repertório. Parque lotado de fãs de todas as idades. No palco muitos voils estendidos nas laterais e nos fundos, "bandeiras" penduradas e quatro músicos talentosos. A guria entrou no palco às 15h05. Iniciou o show com as músicas Imagem, Arrastão e Como Nossos Pais. Depois, muito simpática, agradeceu a presença de todos, justificou as datas adiadas (duas vezes), a mudança de local (antes, na área externa do Auditório Ibirapuera) e emendou com as músicas Vida De Bailarina, Bolero De Satã e Águas De Março. O público, é claro, se empolgou e cantou junto.  O repertório seguiu com as músicas Saudosa Maloca, Ladeira Da Preguiça, Agora Tá, Vou Deitar E Rolar, Querelas Do Brasil, O Bêbado E A Equilibrista, Menino, Onze Fitas, Me Deixas Louca, Tatuagem, Essa Mulher, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Zazueira, Alô Alô Marciano, Aprendendo A Jogar e Doce De Pimenta. O show foi finalizado com uma homenagem ao padrinho Milton Nascimento com as músicas Morro Velho, O Que Foi Feito Devera (De Vera) e Maria Maria. No bis Maria Rita cantou Fascinação, Madalena e Redescobrir. Foi lindo, mas menos comovente que o esperado. Acho que fiquei esperando ver você Elis. Quem sabe um dia né? Mas tenho certeza que você ficaria muito orgulhosa de ver a sua filha cantando e seus fãs gritando o seu nome. Fique com Deus. Bjs bjs bjs.

Quando Maria Rita tenta reproduzir os gestos da Elis, perde a sua naturalidade e vira uma caricatura mal desenhada. Maria Rita fica mais autêntica quando canta como a Maria Rita. Entendo que pra ela deve ser difícil cantar as canções da sua mãe sem esbarrar nos trejeitos e cacoetes vocais da Elis, mas não tem como comparar. A Maria Rita tem talento, voz e desenvoltura que uma boa cantora deve ter, mas fica distante da originalidade da Elis. Não sou músico e nem crítico para julgar um cantor, mas sinto na pele quando a música vem da alma. Elis não cantava, Elis expirava canções. Cantava rindo, interpretava chorando, cantava gesticulando, sem desafinar uma nota sequer. Elis tinha um dom único.

Em se tratando de uma homenagem à artista e mãe, senti a falta dos outros dois filhos da Elis no palco: o primogênito João Marcello Bôscoli (que ao que tudo indica estava lá) e o filho do meio Pedro Camargo Mariano. O João poderia ter falado um pouco sobre o projeto Viva Elis, e o Pedro poderia ter cantando algumas músicas com a irmã, já que ele também é cantor e já gravou músicas que a mãe cantou. Não entendo como o Pedro ficou de fora dessa homenagem.

E para finalizar, um dueto de mãe e filha preparado especialmente para a televisão no especial Por Toda A Minha Vida - Elis Regina. Foi a primeira vez que a Maria Rita gravou uma música que a Elis cantou. Essa Mulher, álbum Essa Mulher de 1979.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Medley de uma vida

No feriado do dia 1º de maio fui ver a exposição Viva Elis no Centro Cultural São Paulo. Foi a primeira exposição da artista que visitei. Achei bem produzida. Réplicas de figurinos utilizados no show Falso Brilhante, fotos, textos, reportagens, depoimentos, vídeos, músicas e os LPs da carreira da Elis Regina compunham a exposição bem montada, porém, mal sinalizada e com poucas saídas de áudio - eu e os demais visitantes disputávamos os restritos fones de ouvido à frente das telas com vídeos e imagens da artista, além das mesas de som com sua obra digitalizada. Mas isso não importa. Qualquer coisa que se faça para e sobre a Elis fica pequeno diante da sua grandeza. Fui lá para ver de perto materiais inéditos.

Encontrei fotos, vídeos, artigos pessoais e vários recortes de jornais e revistas estampados nos painéis. Fiquei feliz em ver a diversidade de pessoas que se perdiam entre tanta informação: crianças, jovens, idosos, pessoas humildes, outras nem tanto, casais, grupo de amigos e pessoas sozinhas como eu. Fico torcendo para que todo esse acervo não fique somente nos painéis e telas da exposição. Tem muito registro em vídeo que pode virar DVD. Fiz questão de ir só e ter o tempo que julgasse necessário para apreciar a Elis. Em certos momentos batia uma emoção profunda. Um aperto no peito. Uma sensação de impotência. E uma única pergunta: Por que ela se foi?

Segue o registro de um vídeo produzido na Itália para a TV Rai (Teatro 10) durante uma turnê que a Elis fez pela Europa em 1972. Elis canta um medley com as músicas: Upa Neguinho (Edu Lobo), Insensatez/How Insensitive (Tom Jobim/vs. Norman Gimbel), Se Você Pensa (Roberto Carlos), Watch What Happens (Michel Legrand) e O Barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Elis: Eternamente Eterna

O tempo avança impiedosamente e quando percebemos já se passaram 30 anos que Elis Regina nos deixou. Parece que foi ontem porque tudo que ela fez não envelheceu. Prova disso é que até hoje suas músicas são tocadas e fazem parte das trilhas de novelas, seriados, especiais de TV, teatro e cinema. Sem falar das incontáveis regravações de suas músicas eternizadas. 

E ficam varias perguntas: Como seria a Elis hoje? O que ela estaria cantando? Que compositores ela estaria nos apresentando? Qual seria o repertório do próximo disco? Estaria engajada na política? Não tenho como fugir dessas perguntas óbvias. 

Recentemente assisti ao show da Nana Caymmi (post de 8 de janeiro de 2012) e fiquei o tempo todo vendo, de forma comparativa, a Elis cantando no palco no lugar dela.

Até hoje descubro fotos, relatos e vídeos inéditos da Pimentinha, o que prova a grandiosidade de seu acervo. Imagine se ela fosse viva! Não canso de ouvi-la e de admira-la pela sua obra e por suas atitudes artística e pessoal.

Às vezes sinto nos gestos, no sorriso e nos traços dela certa familiaridade. Imaginem a minha emoção quando abracei o filho primogênito João Marcelo quando o conheci há 17 anos, - não tive a felicidade de ver a Elis em carne e osso, tinha somente 11 anos quando ela faleceu - foi como se eu estivesse abraçando a própria Elis. Era o mais próximo que eu poderia chegar da minha grande ídola. Desde então comecei a interessar-me pela carreira artística dos seus filhos indo a shows, comprando CDs, tirando fotos e colhendo autógrafos. É como se fosse uma compensação, como seu eu pudesse estar perto da Elis. E penso que de certa forma estou. Fico puto quando escuto comparações da Elis com a filha caçula Maria Rita. Por mais que a Maria Rita tenha herdado o talento da mãe e por mais que ela se esforce, com propriedade, para cantar como a mãe, estará ainda muito distante do dom natural da inigualável Elis.

Recentemente li no jornal que dois discos da Elis estariam sendo relançados com o dobro de músicas de sua primeira edição: Transversal do Tempo de 1978 e Montreux Jazz Festival de 1982 (registro de 1979 e que será rebatizado para Um Dia). Há ainda o registro em vídeo desse último que será lançado em DVD. Oba!!!

Ainda existem muitos registros inéditos da cantora no baú da família Carvalho Costa-Bôscoli-Mariano e espero estar vivo ainda para ver tudo!

E para fechar segue o vídeo de uma das músicas apresentadas no festival na Suíça e que gosto muito:

Agora Tá

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

As curvas da estrada de Santos

Se você pretende saber quem eu sou/Eu posso lhe dizer/Entre no meu carro/E na estrada de Santos/Você vai me conhecer.
Três versões das aventuras do "tremendão" Roberto Carlos e de seu "amigo de fé" Erasmo Carlos a caminho do litoral paulista:

A primeira versão está no álbum Roberto Carlos, de 1969, e na trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa de 1970.

As curvas da estrada de Santos by Roberto Carlos on Grooveshark
Na voz de Elis Regina, álbum Em Pleno Verão, de 1970, a segunda versão seria para acabar com uma possível rixa entre ela e a Jovem Guarda.

As curvas da estrada de Santos by Elis Regina on Grooveshark

A terceira versão foi gravada pelo talentoso "filho de peixe" Pedro Mariano e está no álbum Pedro Camargo Mariano, de 1997.

As Curvas da Estrada de Santos by Pedro Camargo Mariano on Grooveshark



Qual a sua versão preferida?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Agora com play music!

Depois de passar dois dias pesquisando na internet em vários tutoriais sobre como aplicar música nos posts, encontrei um modelo prático e simpático para que você possa também escutar as músicas citadas aqui.

A fase de experiência começa com este post. O objetivo é testar os diversos provedores de internet e saber se o aplicativo roda sem problemas. A intenção era aplicar os players como faço com os clipes, sem link para não demorar em carregar e evitar a perda da conexão. Até agora não descobri como fazê-lo, mas, vou continuar a pesquisar para garantir o máximo de qualidade com o mínimo de espera. 

No início do blog cheguei a aplicar um play-list com algumas músicas, não rolou, ficou pesado e a conexão se perdia. 

Atendendo ao pedido da minha Bebeim Márcia, vou inserir aos poucos os players nos posts antigos começando pelas seções: Músicas que fazem lembrar-me de alguémTOP listas e Letras

Pra começar, segue uma das músicas gravada pela Elis Regina e pelo Tom Jobim para o álbum Elis e Tom, 1974. 

Só Tinha de Ser Com Você

Nota: Por problemas de conexão, o player do 4shared foi substituído pelo player do Goear em 20/05/2012.
Nota2: Por problemas de vírus, o player do Goer foi eliminado em 13/04/2013.

quinta-feira, 17 de março de 2011

TOP 10 - Elis Regina

Hoje, minha admirável Elis Regina completaria 66 anos de idade, e neste ano, 50 anos de carreira (gravou o seu primeiro disco Viva a Brotolândia em 1961). 

Ao procurar uma imagem para ilustrar a postagem encontrei esta. Fascinante né? Elis esta com um olhar muito a ver com uma frase que ela disse à revista Veja em outubro de 1978: "Eu sou do contra. Não vão me dirigir não. Decifra-me ou devoro-te. Não vai me devorar nem eu me decifrar, nunca. Eu sou a esfinge e daí?" 

O repertório dos seus discos era escolhido a dedo por ela e tinha muito do seu estado de espírito: difícil, mas autêntico, sensível, mas intenso. 

É complicado selecionar 10 entre mais de 360 músicas (!!) gravadas pela Elis, mas é o combinado. Então, segue a lista:

1 - Trem Azul - Coisas que a gente se esquece de dizer...
2 - Alô, Alô Marciano - Você não imagina a loucura...
3 - Canto de Ossanha - O amor só é bom se doer...
4 - Ladeira da Preguiça - Essa ladeira, que ladeira é essa?...
5 - Mundo Novo, Vida Nova - Vou traçar no tempo meu próprio caminho...
6 - Aprendendo a Jogar - Nem sempre ganhando/Nem sempre perdendo...
7 - Quero - Quero um refúgio que seja seguro...
8 - Marambaia - Eu tenho uma casinha/.../só vendo que beleza...
9 - Redescobrir -  Como se fora/A brincadeira de roda/Memórias...
10 - Amor Até o Fim - ...eu vou te amar/Até que a vida em mim resolva se apagar...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Doce de Pimenta


Infelizmente, não há registro sonoro oficial dessa música. 
A Rita Lee poderia copilar um CD com seus parceiros de voz e incluir esta.
Fica aqui a sugestão.

Segue a letra e o player da música que a Rita fez para a amiga Elis Regina:

Cada um vive como pode
E eu não nasci pra sofrer
Cara feia pra mim é fome
E eu não faço manha pra comer

A vida é como um escola
E a morte é um vestibular
No inferno eu entro sem cola
Mas no céu eu vou ter que descolar

Mas quando alguém
Precisa de um carinho meu
Não há nada que me prenda
Mas se eu sentir que o bicho me mordeu
Sou mais ardida que pimenta!

No fundo eu sou otimista
Mas sempre imagino o pior
Me cansa essa vida de artista
Mas cada vez o prazer é maior

Mas quando alguém 
Precisa de um carinho meu
Não há nada que me prenda
Mas se eu sentir que o bicho me mordeu
Sou mais ardida que pimenta!


Pimentinha foi o apelido que Vinicius de Moraes criou carinhosamente para a Elis
Rita retrucou: "Quem falou que pimenta não é doce?... Se essa é uma pimenta, é uma pimenta bem doce!"

Incluído o player da música em 01/08/2012.