A Trinca de Ases - 2 segue com mais três videoclipes de músicas produzidas nos anos 1980. Cantei, decorei e ouvi muito essas canções. Começo com Guilherme Arantes e a sua animada Lance Legal. Na sequência vem, talvez o seu maior sucesso, a canção Fullgas, da Marina Lima. E por último, a primeira música que me fez rascunhar a letra na contracapa do meu caderno universitário, Como Eu Quero, do Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens. Lance Legal, 1982
Quando a música é boa, ganha várias versões. É o caso de Nada Por Mim, música de Paula Toller e Hebert Viana. A canção não foi lançada por nenhum dos dois, eles deviam estar mais interessados em compor juntos do que em gravar - Paula foi casada com Herbert, mas nessa época era casada com o ex-Kid Abelha Leoni. Até o mestre Renato Russo gravou a música com o Legião Urbana, ao vivo, e com o Herbert Viana em outro momento. Selecionei estas para ouvir:
A primeira versão foi gravada por Marina Lima e está no álbum Todas, de 1985.
Quase sempre me bate uma nostalgia musical, por isso não desgrudo do meu player com mais de 1000 músicas selecionadas e que não canso de ouvir. Uma delas é Charme Do Mundo, de Marina Lima e do irmão Antônio Cicero, lançado no álbum Certos Acordes de 1981. Essa música tem melodia gostosa e letra simples que fala sobre as sensações do amor. Quem nunca sentiu isso, não sabe o que está perdendo.
Segue a letra e o player:
Eu tenho febre, eu sei É um fogo leve que eu peguei Do mar ou de amar, não sei Mas deve ser da idade
Acho que o mundo faz charme E que ele sabe como encantar Por isso sou levada e vou Nessa magia de verdade
O fato é que sou sua amiga Ele me intriga de mais É um mundo tão novo Que mundo mais louco Até mais que eu
É febre, amor E eu quero mais Tudo o que eu quero, sério! É todo esse mistério
Ontem, novamente o meu anjo da guarda Miguel me levou para ver a Marina Lima no Tom Jazz. A diva cantou faixas do seu último trabalho Clímax e clássicos da sua carreira de 33 anos de estrada como: Charme Do Mundo, Veneno (Veleno), Difícil, À Francesa, Virgem, O Chamado, Me Chama, Pra Começar, Fullgás, Mesmo Que Seja Eu e Uma Noite E 1/2. Que delícia ver a Marina cantar tão de perto (menos de dois metros), vimos o show de cima do palco. Até gravei três músicas pelo celular (a casa não fez restrições e nem a artista), mas o som ficou horrível. Sempre simpática com a platéia super-restrita, Marina foi contando passagens entre as músicas que cantou. Fez três músicas no bis, a última foi Pra Sempre, composta em parceria com o Samuel Rosa. Foi muito bom ver esse ícone da MPB cantar músicas que ouvi e cantei a vida toda. Lembrei-me das minhas amigas Verônica Amorim, Márcia Galliani e da minha prima Eliana. Mesmo com a voz e arranjos diferentes Marina e suas músicas não perderam o charme, o valor e os meus merecedores aplausos e respeito. Marina Lima, pra sempre!
Pra Sempre, Marina Lima e Samuel Rosa, álbum Clímax, 2011.
E por fim, a versão da homenageada do mês Cássia Eller. Gravada em 1997, está no álbum Veneno AntiMonotonia que a Cássia gravou em homenagem ao Cazuza.
Três músicas que adoro: Tatibitati da Rita Lee (música dela e do Roberto de Carvalho), Amor Objeto do Ney Matogrosso (música também da Rita e do Roberto) e Corações a Mil da Marina Lima (música do Gilberto Gil). Pesquisando no You Tube consegui resgatar os clipes das três músicas produzidos pelo Fantástico, TV Globo, na década de 1980. A produção é péssima, mas vale o registro e rememorar os estilos da época.
Tatibitati, 1981
Amor Objeto, 1981
Corações a Mil, 1980
O menos pior é o clipe do Ney. O da Rita Lee... o que são aquelas crianças com cara de o que tô fazendo aqui? E aquele bando de marmanjos correndo atrás da Marina? Meu Deus!!! O que realmente salva são as músicas.
Outra cantora que ouvi bastante na década de 1980 e assim como a Elis Regina dividia meus poucos discos e minhas gravações em fitas cassete com a Rita Lee.
Gosto do seu repertório bastante rico em emoções e sentimentos. A sua música transmite o seu estado de espírito de forma transparente. Apesar de sua aparente timidez, ela não tem medo de expor seus desejos e frustações em suas canções e eu a admiro muito por isso.
Já falei aqui, em outros posts, um pouco da minha relação musical com a artista e dos períodos que ela era mais presente, falta falar de um show dela que assisti no Auditório Ibirapuera, mas ficará para outro post.
Então vamos ao que interessa:
1 - Corações A Mil - Minhas ambições são dez/Dez corações de uma vez... 2 - Veneno (Veleno) - ...Esta vida é tão pouca e pequena... 3 - Charme do Mundo - ...É febre, amor/E eu quero mais... 4 - Fullgás - Tendo você meu brinquedo/Nada machuca, nem cansa... 5 - Nada Por Mim - Você me tem fácil demais/Mas não parece capaz... 6 - Preciso Dizer Que Te Amo - E eu não sei que horas dizer/Me dá um medo... 7 - Virgem - As coisas não precisam de você... 8 - Criança - Vou/Vou levar/O tempo que for/Vou/Vou levar... 9 - Acontecimentos - ...Todo amor/Vale o quanto brilha... 10 - Pessoa - Eu sei que o amor é bom demais/Mas dói demais sentir...
Minhas ambições são dez Dez corações de uma vez Pra eu poder me apaixonar Dez vezes a cada dia Setenta a cada semana Trezentas a cada mês
Isso sem considerar A provável rebeldia De um desses corações gamar Muitas vezes num só dia Ou todos eles de uma vez Todos dez Desatarem e registrar Toda gente fina Toda perna grossa Todo gato, toda gata Toda coisa linda que passar
Meus dez mil corações a mil Nem todo Brasil vai dar
Comecei a curtir as músicas da Marina Lima em meados de 1984, com o sucesso Fullgás do disco homônimo. Quando conheci minha amiga Verônica, no colegial, o gosto se intensificou.
Íamos para a casa dela para estudar, conversar, fumar e escutar Marina. Era muito bom, dava uma sensação de liberdade, ficar jogado na cama falando besteira, tomando coca-cola e ouvindo Marina. Dai, vieram as outras músicas preferidas do mesmo disco, dos trabalhos anteriores e dos que vieram depois: Veneno (Veleno), Me Chama, Corações A Mil, Nosso Estranho Amor, Charme Do Mundo, Nada Por Mim, Uma Noite E Meia, À Francesa, Criança... Entre tantas outras desta artista romântica e eternamente apaixonada. Vai uma palhinha da moça com outros ícones do mundo artístico, Selton Mello e Preta Gil, novinhos e cheios de energia.
Criança Novamente, minha amiga Verônica teve forte influência no meu gosto músical.