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domingo, 24 de agosto de 2014

Cazuza - Pro dia nascer feliz, O Musical

No último domingo, me surpreendi novamente ao assistir Cazuza - Pro dia nascer feliz, O Musical. E mais uma vez chego a concluir que, realmente os atores selecionados para interpretar e cantar os grandes ícones da música brasileira são escolhidos a dedo e ouvidos. Recentemente vi Elis, A Musical, já falado aqui, e fiquei mais surpreso com os diálogos da atriz Laila Garin do que da sua voz nas canções da Elis Regina. Nesse caso, tanto os diálogos quanto as canções de Cazuza são perfeitamente reproduzidos pelo jovem ator carioca Emílio Dantas que incorpora o homenageado em voz e trejeitos.

O musical abrange a vida de Agenor de Miranda Araújo Neto, vulgo Cazuza, desde a sua infância, na escola, até o seu fatídico fim, vitima da Aids, em 1990, aos 32 anos. 

Barão, Ezequiel e Bebel.
Dono de um temperamento inquieto, Cazuza saiu de casa com 21 anos para fazer um curso de fotografia no exterior em 1979. No ano seguinte, voltou para o Rio e ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, ao lado dos atores Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, no Circo Voador. Foi lá que ele se apresentou cantando pela primeira vez. Foi então que o cantor e compositor Léo Jaime, recusado como vocalista pelo grupo Barão Vermelho, indicou Cazuza para os seus integrantes. Algumas de suas canções foram gravadas pelo Barão no disco de estreia e outras tantas foram escritas com o novo parceiro musical, Roberto Frejat. Como é o caso de Todo Amor Que Houver Nessa Vida e Bilhetinho AzulO jornalista e produtor musical Ezequiel Neves da Som Livre, gravadora presidida por João Araújo, pai de Cazuza, foi o padrinho, empresário de shows e responsável pela produção dos primeiros discos da banda. Foi parceiro também na composição de algumas músicas, como Por Que A Gente É Assim? e Não Amo Ninguém. A filha de Miúcha e João Gilberto, Bebel Gilberto, tem destaque na peça, ela foi uma das melhores amigas de Caju, apelido que ela deu para Cazuza. Duas músicas do Cazuza, que gosto bastante, foram escritas em parceria com a Bebel, Eu Preciso Dizer Que Te Amo e Mais Feliz

Além da trajetória musical, a peça trata muito da sua vida sexual e amorosa de Cazuza. Fala abertamente do seu relacionamento com Ney Matogrosso e do seu namoro mais duradouro com o amigo de boêmia, Serginho Maciel.

O "Paizinho", apelido carinhoso que Ney recebeu de Cazuza, foi figura importante na vida do jovem carioca. A ascensão meteórica do Barão Vermelho, no inicio dos anos 1980, deu-se graças a gravação de Pro Dia Nascer Feliz, lançada por Ney em 1983. No mesmo ano, Caetano Veloso gravou a música Todo Amor Que Houver Nessa Vida. Dois anos depois, veio o maior evento da banda: cantar no primeiro Rock in Rio, o seu maior público.

Dividida em dois atos, os 170 minutos do musical convence e comove, muito. A direção geral é de João Fonseca e a direção musical de Daniel Rocha.

Atores e seus personagens: Serginho, Dé, Bebel e Cazuza.
Destaque para os atores Susana Ribeiro (Lucinha Araújo), Marcelo Varzea (João Araújo), André Dias (Ezequiel Neves), Thiago Machado (Frejat), Brenda Nadler (Bebel Gilberto), Marcelo Ferrari (Dé Palmeira), Fabiano Medeiros (Ney Matogrosso e Guto Graça Mello), Bruno Narchi (Serginho Maciel) e outros. O carismático ator Bruno Narchi também faz o papel de Cazuza em algumas sessões.

No repertório do espetáculo estão as músicas, em ordem de apresentação: 

Barão Vermelho, acima, e o cover, abaixo.
1º Ato - Exagerado / Pro Dia Nascer Feliz / Odara / My Favorite Things / Edelweiss / Vem Comigo / O Nosso Amor A Gente Inventa / Bete Balanço / Preciso Dizer Que Te Amo / Rock'n Geral / Down Em Mim / Bilhetinho Azul / Carente Profissional / Todo Amor Que Houver Nessa Vida / Faz Parte Do Meu Show / Maior Abandonado / Por Que A Gente É Assim? / Eu Queria Ter Uma Bomba / Mal Nenhum / Mais Feliz. 2º Ato - Ideologia / Codinome Beija-Flor / Malandragem / Blues Da Piedade / Brasil /  O Tempo Não Para / Poema / Vida Louca Vida / Sorte E Azar. E no biz, novamente Brasil.

Segue o registro da banda captado no Rock in Rio, em janeiro de 1985.

Pro Dia Nascer Feliz

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Elis, A Musical

Levei um tempo para ver o espetáculo Elis, A Musical, desde a sua estreia aqui em São Paulo. Tinha receio do que poderia ver ali no palco. A comparação com uma das minhas grandes ídolas seria inevitável. Mas enfim, aconteceu na última sexta-feira. Torci o nariz no começo. Depois relaxei. E por fim, fechei os olhos e procurei sentir a verdadeira Elis no palco. 

A atriz baiana Laila Garin foi a responsável pelo dificílimo feito de dar vida à gaúcha Elis Regina. A moça encarnou a homenageada de forma segura e sensível. Tirando as notas vocais, bem acima do tom, o restante da transformação foi muito bem resolvido. Principalmente nos diálogos e na reprodução do que seria a última entrevista de Elis, concedida para o programa Roda Viva em 1981. 

Já li e reli a biografia Furacão Elis várias vezes. Já assisti muitas entrevistas e especiais produzidos para a TV com ela e de gente que conviveu com ela, falando sobre ela. O musical peca por deixar de fora alguns momentos da carreira da cantora que julgo importantes, como por exemplo, como Elis conheceu o compadre Milton Nascimento e a amiga Rita Lee. Por outro lado, a chegada dela no Rio de Janeiro em meados dos anos 1960 se arrasta por quase meio ato.

Os 240 minutos do musical foram divididos em dois atos e em dois casamentos: o primeiro com o produtor, compositor e jornalista carioca Ronaldo Bôscoli (Tuca Andrada) e o segundo com o músico, produtor e arranjador paulistano César Camargo Mariano (Claudio Lins). O texto foi escrito pelo amigo, produtor musical, compositor, jornalista e ex-paquera de ElisNelson Motta e por Patrícia Andrade. A direção, que passa do ponto em alguns momentos, é assinada por Denis Carvalho. A direção musical e os arranjos são assinados por Delia Fischer.

Os pontos altos do musical estão nas canções: Arrastão, Como Nossos Pais, O Bêbado E A Equilibrista, Aos Nossos Filhos e no pot-porri com Jair Rodrigues (Lincoln Tornado). As canções do musical foram: 1º Ato - Fascinação / Aprendendo a jogar / Garoto último tipo – Puppy Love / Ela é Carioca / Imagem / O Pato / Menino das Laranjas / Samba do Avião / Arrastão / Deixa Isso Pra Lá / O Morro Não Tem Vez / Feio Não É Bonito / O Sol Nascerá / Esse Mundo É Meu / A Felicidade / Samba de Negro / Diz Que Fui Por Aí / Acender As Velas / A Voz Do Morro / Lobo Bobo / Alô, Alô Marciano / Come Fly With Me / Eu Sei Que Vou te Amar / Samba Saravá / Upa Neguinho / Vou Deitar E Rolar / Falei E Disse / Madalena / Não Tenha Medo / Atrás da Porta / Casa No Campo2º Ato - Nada Será Como Antes / Canção Da América / Fé Cega, Faca Amolada / Paula E Bebeto / Maria, Maria / Wave / Só Tinha De Ser Com Você / Águas De Março / Dois Pra Lá, Dois Pra Cá/ O Guarani (Instrumental) / Como Nossos Pais / Querelas Do Brasil / Deus Lhe Pague / O Bêbado E A Equilibrista / As Aparências Enganam / O Trem Azul / Aos Nossos Filhos / Redescobrir / Fascinação.

Completo ou não, Elis, A Musical, dá oportunidade de conhecer um pouco sobre esse grande ícone da MPB.

E para ilustrar o post, segue um raro registro do espetáculo Falso Brilhante, capturado pelas lentes do Fantástico. Esse mesmo número musical é representado igualmente na peça. Atente para a introdução do vídeo, ele contextua bem a imagem que as pessoas tinham da melhor cantora brasileira.

Como Nossos Pais

domingo, 22 de junho de 2014

Vingança - O Musical

Ontem, após indicação da produtora e assessora de imprensa Célia Forte, tive o prazer de conhecer mais sobre a obra do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) através de Vingança - O Musical

A obra é inspirada no cancioneiro do compositor e escrita pela também atriz Anna Toledo. Trata-se de três triângulos amorosos que tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré nos anos 1950. O elenco afinado tem uma boa química e dão vida para personagens passionais. São eles: Amanda Acosta (Maria Rosa), Andrea Marquee (Linda), Anna Toledo (Luzita), Jonathas Joba (Liduíno), Leandro Luma (Alves), Sérgio Rufino (Orlando) e Guilherme Terra (Seu Maestro). 

No palco, duas penteadeiras, três mancebos e algumas cadeiras dividiam o cenário com os músicos Guilherme Terra - piano, Jeferson de Lima - violão e Ricardo Berti - percursão.

Já escutei várias músicas de Lupicínio Rodrigues sem ligar a autoria a ele, como por exemplo Felicidade (Felicidade foi se embora/E a saudade no meu peito ainda mora/E é por isso que eu gosto lá de fora/Porque sei que a falsidade não vigora...) e Nunca (Nunca/Nem que o mundo cai sobre mim/Nem se Deus mandar/Nem mesmo assim/As pazes contigo eu farei...). Pudera, sua época remonta à era dos gêneros samba-canção e dor de cotovelo, aliás, esse último teria sido inventado por ele. Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos. Famoso pela franqueza que expressava em suas canções, foi casado desde a juventude com a mesma mulher. E ainda assim, acreditava que um homem devia ter uma esposa dentro de casa e várias mulheres na boemia. Foi proprietário de vários bares, churrascarias e restaurantes com música, que seguidamente ia abrindo e fechando. Tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontra os amigos. 

Suas obras foram interpretadas por medalhões do rádio, entre eles Francisco Alves, Ciro Monteiro e Linda BatistaOs cantores Francisco Egydio, Jamelão e Joanna já dedicaram um disco inteiro ao repertório de LupicínioOutros grandes artistas da música brasileira que gravaram suas canções: Caetano Veloso - FelicidadeElis Regina - Maria RosaElza Soares - Cadeira VaziaGal Costa - VoltaGilberto Gil - Esses MoçosGonzaguinha - Ela Disse-me AssimJoão Gilberto - Quem Há De DizerMaria Bethânia - VingançaPaulinho da Viola - Nervos De AçoSimone - Se Acaso Você ChegasseZizi Possi - Nunca. Deixou mais de cem músicas gravadas e acredita-se que outra quantidade igual tenha sido perdida.

E nada melhor que o autor dessa grande obra para ilustrar o post.

Vingança

domingo, 6 de abril de 2014

Rita Lee Mora ao Lado

Ontem fui ao teatro para prestigiar a minha primeira ídala, Rita Lee, assistindo ao musical Rita Lee Mora ao Lado, e foi ótimo. Ótimo porque deu para voltar no tempo e sentir tudo de novo: a empolgação do primeiro disco, o arrepio no corpo com as canções e a ansiedade da próxima música. O mais tocante foi ver a figura da Rita no palco. Ali, bem pertinho. Com a sempre sonhada proximidade - eu era criança quando ela alcançou o auge da carreira no final dos anos 1970. A atriz Mel Lisboa trabalhou brilhantemente os trejeitos, a irreverência e o jeito moleque de Rita

A atriz dividiu o palco com outros ótimos atores que deram voz e vida, por vezes caricata, a muitos personagens do cotidiano de Rita: Samuel de Assis interpretou Jorge Ben Jor e Gilberto Gil, César Figueiredo foi Ronnie Von e o pai Charles Lee Jones, Nelson Oliveira fez o mutante Sérgio Baptista e João Gilberto, Fabiano Augusto encarnou Ney Matogrosso, Fábio Ventura ficou com o Tim Maia, Talitha Pereira deu vida a parceira Lucia Turnbull e Vivi Lee Jones, Rafael Maia interpretou Roberto de Carvalho, Débora Reis ficou com a mãe Cheesa Jones e Hebe Camargo, Flávia Strongolli fez Elis Regina, Yael Pecarovich ficou com Mary Lee Jones e Gal Costa, Antonio Vanfill interpretou o Arnaldo Baptista e Caetano Veloso.

O elenco conta ainda com a atriz Carol Portes no papel da divertida e invejosa Bárbara Farniente e Nanni Souza que fez a sua mãe, Diva Farniente. Márcio Macena e Débora Dubois assinam a direção.

Rita Lee e Henrique Bartsch.
O musical, de duas horas e 20 minutos ininterruptos, foi baseado no livro homônimo de Henrique Bartsch e lançado em 2006. Trata-se de uma biografia-ficção onde a vizinha  de Rita Lee, Bárbara Farniente, descreve o dia a dia da "magrela": desde antes do nascimento das duas, que aliás, foi no mesmo dia, dos tempos de escola no Liceu Pasteur, passando pelos grupos Os Mutantes, Ciribilas do Éden e Tutti Frutti, até o final da década de 1990. A ideia de Bartsch, que partiu do vasto material recolhido em trocas de emails com a Rita, era escrever uma biografia, mas ela não concordou. Disse que "biografia era para gente morta". Foi então que autor resolveu mudar a estrutura do livro e a biografada passou a ser a vizinha, conseguindo assim a autorização para publicá-lo.

No repertório do espetáculo estão as músicas: Agora Só Falta Você, Panis Et Circensis, A Minha Menina, Domingo no Parque, Tropicália, Ando Meio Desligado, Mamãe Natureza, Final Feliz, Ovelha Negra, Juju Balangandã, Babilônia, Esse Tal De Roque Enrow, Não Vou Ficar, O Que Foi Feito Devera (De Vera), Baila Comigo, Bandido Corazón, Sangue Latino, Menino Bonito, Doce Vampiro, Caso Sério, Coisas Da Vida, Saúde, Banho De Espuma, Lança Perfume, entre outras.

Roteiro biográfico ou não, o que importa é retratar a trajetória e importância da Rita Lee no cenário musical. Seus encontros, parcerias, amizades e, sobretudo, o sua obra.

E para sonorizar o post, segue a canção da Rita, presente no álbum Fruto Proibido de 1975, com a banda Tutti Frutti. No livro, o pai da Rita, Charles, afirma que nunca colocou a filha para fora de casa. Coisas de Rita.

Ovelha Negra

domingo, 21 de julho de 2013

Rock in Rio - O Musical

Há 28 anos o Brasil se preparava para realizar o maior espetáculo musical do mundo, o Rock in Rio. Eu era muito novo para me arriscar a se aventurar até o Rio de Janeiro para presenciar o evento, mas acompanhei os flashes ao vivo transmitidos pela TV. O evento foi realizado em Jacarepaguá num espaço construído e nomeado de Cidade do Rock. Foram 10 dias de apresentações e mais de 1.380 milhão de espectadores para assistir (em ordem de apresentações): Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, George Benson, James Taylor, Al Jarreau, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ivan Lins, Rod Stewart, Nina Hagen, The Go-Go's, Blitz, Lulu Santos, Os Paralamas do Sucesso, Alceu Valença, Moraes Moreira, AC/DC, Scorpions, Barão Vermelho, Eduardo Dusek, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Ozzy Osborne, Rita Lee, Yes e The B-52's. Alguns artistas se apresentaram em mais de um dia. Depois vieram as edições de 1991, 2001 e 2011, além das apresentações em Lisboa e Madrid. Ao todo foram 12 eventos da franquia. Em setembro próximo acontecerá o Rock in Rio V, no Rio.

Ontem fui no teatro assisitir Rock in Rio - O Musical e gostei do que vi. A peça conta a história do jovem universitário Alef, que perdeu o pai durante a ditadura militar, e da também estudante Sofia, filha do organizador do evento Rock in Rio e órfã de mãe. Os encontros e desencontros do jovem casal, que se conhecem e se apaixonam na universidade, acontece as vésperas da abertura do evento. A parte narrativa é um pouco chata, mas as apresentações musicais fazem as 3 horas da peça passarem desapercebidas. A direção é de João Fonseca e é escrita por Rodrigo Nogueira.

Elenco da produção paulistana.
O musical começa com a canção Pro Dia Nascer Feliz cantada pelo personagem Alef e por outros atores caracterizados de Cazuza, Ney Matogrosso, Freddie Mercury, Ozzy Osbourne, Katy Perry, Elton John, Shakira, Rita Lee, Gilberto Gil, Axl Rose e Nina Hagem. Na sequência entre as narrativas vem: Freedom 90, Óculos, Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Primeiros Erros, Pessoa Nefasta, Tempo Perdido, Será, Geração Coca-Cola, Wonderwall, Marvin, You've Got A Friend, Don't Let The Sun Go Down On Me e Tema Rock In Rio. O segundo ato começa com um medley de várias tribos: Don´t Stop The Music, Otherside, Rapunzel, Isn't She Lovely, Groovie In The Heart, It's Gonna Be Me, Highway To Hell, Fear Of The Dark, O Canto Da Cidade, O Segundo Sol, Reggae Night, Baby One More Time, Minha Fama De Mau, EPIC, Legal Tender, Além Do Horizonte, Firework, Tonight's The Night, Take On Me, Admirável Gado Novo e Você Não SOube Me Amar. Na sequência viram: Every Breath You Take, Desesperar Jamais, Kiss, Moves Like Jagger, Vida Louca Vida, Bohemian Rhapsody, Poeira, Resposta, Ovelha Negra, Estoy Aqui e Love Of My Life.

Bonemer e Narchi
Os atores principais Lucinha Lins (Gloria), Guilherme Leme (Orlando) e Hugo Bonemer (Alef) não estavam presentes e foram substituídos por Sheila Matos, Marcelo Nogueira e Bruno Narchi. O elenco contava também com os atores/cantores: Yasmim Gomlevksy (Sofia), Ícaro Silva (Marvin), Alessandro Brandão (Antony), Bruno Fraga (Lucas), Kakau Gomes (Diana),Juliane Bodine (Bianca), Luiz Pacini (Denis), Caike Luna (Geraldo), Marcelo Varzea (George), Bruno Sigrist (Mathias), Lyv Ziese (Liv), karen Junqueira (Flora), Celo Carvalho (Johnny), entre outros. 


Bruno Narchi segura muito bem o papel do protagonista Alef, além de ser carismático ele canta muito bem. Destaque também para o divertido Ícaro Silva no papel de Marvin.

Segue um trecho do musical com a canção Freedom 90.

sábado, 28 de julho de 2012

Rainha Priscilla

Assisti hoje no teatro o musical Priscilla, Rainha do Deserto, uma adaptação do filme As Aventuras de Priscilla, Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert, 1994). A peça é bem produzida, capricha nos figurinos e no cenário. Conta com um ônibus forrado com luzes de led, vários dançarinos e com a participação de cantoras afinadíssimas, como a protagonista do musical Hairspray, a atriz e dançarina Simone Gutierriz. Como acontece nas adaptações, nem tudo é fiel ao original e não há como comparar. Às vezes, a adaptação fica melhor do que o original, fica mais enxuta e objetiva. Neste caso, o filme se mantém insuperável.

Vi o filme no cinema, no antigo Espaço Unibanco na Rua Augusta. Foi uma gostosa surpresa. As drag queens Mitzi/Anthony (Hugo Weaving) e Felicia/Adam (Guy Pearce) viajam com a transsexual Bernadette/Ralph (Terence Stamp) a bordo de um velho ônibus escolar, com a missão de apresentarem um show num resort. A aventura começa na cidade de Sidney, atravessa o deserto australiano e termina na cidade turística de Alice Springs. 

A trilha sonora é composta por hits dos anos 1970 e 1980. 

Destaque para as faixas: I Will Survive - Glória Gaynor, Shake Your Groove Thing - Peaches & Herb, Mamma Mia - Abba e I Love The Nightlife - Alicia Bridges

Segue o clipe com um trecho musical do filme na voz de Ce Ce Peniston

Finally
Finalmente

domingo, 22 de abril de 2012

Tim Maia - O Musical

Assisti ontem Tim Maia - Vale Tudo, o musical, e conheci outro Tim Maia (1942-1998). No palco sete músicos e onze artistas que cantavam e representavam vários papéis como os da família do Tim Maia e das personalidades Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jorge Benjor, Elis Regina, Chico Buarque, Edu Lobo, Carlos Imperial, Nelson Motta, entre outros. O elenco era composto por: Izabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli, Bernardo La Rocque, Andreh Vieri, Aline Wirley, Leticia Pedrosa e a grande revelação Tiago Abravanel no papel principal. O cenário era enxuto com nada de mais e nada de menos e sem muita criatividade. O figurino idem. Mas nada disso ganha importância perto do talento e da voz do protagonista Tiago em três horas de espetáculo.

No repertório as canções: Eu Amo Você, Azul Da Cor Do Mar, Primavera, Não Vou Ficar, These Are The Song, Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar), Imunização Racional (Que Beleza), Acenda O Farol, Do Leme Ao Pontal, Réu Confesso, Sossego, Vale Tudo, entre outras.  

O musical é baseado no livro Tim Maia - Vale Tudo, de Nelson Motta, e remonta a vida do artista dos 12 aos 55 anos. Nelson Motta conheceu o Tim Maia em 1969 quando estava produzindo o disco Em Pleno Verão, 1970, para a Elis Regina, e apresentou ao mundo o vozeirão do cantor num dueto com a faixa These Are The Songs. A direção é de João Fonseca. A temporada começou no Rio de Janeiro no ano passado e está com os ingressos esgotados até junho aqui em São Paulo. Tiago faz questão de dizer isso no encerramento da peça e pede para o público prestigiar mais o teatro e agradece emocionado à todos.

Revelação a parte, é curioso descobrir sobre a vida de um cantor - foi assim também com o Raul Seixas - num musical. Após sua morte, Tim Maia recebeu várias homenagens e um especial na TV Globo no programa Por Toda Minha Vida, mas enquanto era vivo não passava de um sujeito encrenqueiro, indisciplinado, exigente, drogado e mal visto pela mídia. Confesso que não curtia muito a pessoa, os fatos contribuíam para isso. Descobri a importância desse grande talento da música brasileira quando recorri à biografia da Elis e li sobre a parceria musical deles. Elis era muito exigente e só dava espaço para quem realmente tinha talento. Numa trajetória com 28 discos de estúdio e quase 300 músicas gravadas, Tim deixou um legado que fala, sobretudo, do amor.

Segue o foto clipe da música Eu Amo Você, do 1º álbum Tim Maia, 1970, do Rei da Black Music Soul.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hair

Inicio hoje um novo segmento do blog: Teatro. Vou descrever sobre os grandes musicais do teatro nacional. A lista é grande: O Beijo da Mulher Aranha, Chicago, Hairspray, A Noviça Rebelde, O Rei e Eu, O Fantasma da Ópera, West Side Story, Beatles no Céu de Diamante, O Baile, Os 7, Gloriosa, Dolores, Elis - Estrela do Brasil, Sweet Charity, Mamma Mia, Cabaré, Victor ou Victoria, entre tantos outros.

Assisti na semana passada a peça Hair e gostei muito do que vi. Da coreografia, do cenário, da direção e da atuação de alguns atores. O elenco principal era composto por: Carol Puntel (Sheila), Hugo Bonemer (Claude), Juliana Peppi (Dionne), Kiara Sasso (Jeanie), Marcel Octavio (Woof), Reynaldo Machado (Hud), Estrela Blanco (Crissy) e Fernando Rocha (Berger). Além de atuar os atores tinham que cantar e se expressar com o corpo muito bem. Destaque para os excepcionais Hugo Bonemer e Estrela Blanco que substituiu a Kiara Sasso no papel da grávida Jeanie. As músicas da peça foram traduzidas para o português, mas dificilmente dava para entender o que alguns atores cantavam. O programa contava com 22 músicas no primeiro ato e 13 no segundo.

A peça produzida por Charles Möeller e Claudio Botelho foi inspirada no original da Broadway de 1967 e já teve outras montagens aqui nos anos 1969 e 1977. De 1969 a 1972, a peça contou com importantes atores da dramaturgia como Aracy Balabanian, Armando Bogus, Ariclê Perez, Neuza Borges, Sonia Braga, Carlos Alberto Riccelli, Esther Góes e Edyr de Castro (Frenéticas), e posteriormente com Antonio Fagundes, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, Wolf Maya, entre outros.

Revi o filme Hair de 1979 há três anos em DVD. Lembrei-me de algumas cenas vistas na infância em algum momento na televisão, e principalmente das músicas icônicas Aquarius e Let The Sunshine In

Segue o clipe produzido em 1969 pelo grupo The 5th Dimension:

Aquarius/Let The Sunshine In
Aquarios/Deixe O Sol Entrar