Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Anos 80. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anos 80. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de agosto de 2013

Inovação e contestação

Anos 1980: Começava a explosão de clipes que saiam dos palcos e dos estúdios de gravação para ganhar outras dimensões  Cenários grandiosos, efeitos especiais, figurantes, roteiros mais elaborados e diretores renomados davam peso às produções. Os vídeos começavam a ganhar mais força e atrair mais publico. Nasciam então, mais programas de TV especializados em clipes com rankings dos mais requisitados pelo telespectador, por telefone ou carta. 

Um dos primeiros vídeos que me lembro de ter visto com essa nova configuração, tinha sido produzido pela banda inglesa Culture Club. Nele, figurantes e diferentes locações compunham o cenário. O roteiro era costurado com histórias contadas num julgamento: Boy, uma estranha figura andrógina, é condenado, preso e liberto pela música. 

A canção está no álbum de estreia da banda, Kissing To Be Clever, 1982. Confira:

Do You Really Want To Hurt Me
Você Realmente Quer Me Machucar

Sem dúvida a contestação dos artistas ingleses e a forma com que eles faziam música, revolucionou a cultura Pop mundial e impulsionou o mercado videográfico. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

De volta aos anos 80

Como eu gostaria de voltar ao passado num Delorean e reviver as emoções da década de 1980. Rever o surgimento da Madonna, do Pet Shop Boys, do New Order, do Simply Red... A volta da Tina Turner, a consagração do Michael Jackson, os sucessos do George Michael e de tantos outros artistas. Colecionar os discos da Rita Lee, da Marina Lima, do Kid Abelha e do Legião Urbana. Virar o LP na vitrola e tomar cuidado para não riscar o vinil. Encapar as capas dos discos para não amassar e pegar gordura dos dedos. Nada de CDs, nada de CD-players, nada de controles remotos. Voltar aos shows do A-ha e do RPM no Palmeiras, e da Tina no Pacaembu. Arrepiar com a plateia nos shows. Cantar com todos numa só voz e ver as luzes de centenas de isqueiros piscando por todo estádio durante aquela música romântica tão aguardada. Isso sim era emocionante. Nada de celulares disparando flashes. Nada de mãos erguidas para conseguir o melhor registro atrapalhando a visão do espetáculo. Também não havia painéis gigantes de led ofuscando a presença dos cantores, apenas jogos de canhões de luz, dois telões laterais e dezenas de caixas acústicas com o som alto, muito alto. Dormir com o radinho de pilhas de baixo do travesseiro. Aguardar ansioso a reprise daquele clipe favorito e dos vídeos inéditos do seu ídolo na televisão. Ver os clipes: Triller do MJ, Like A Virgen da Madonna, Wake Me Up Before Go-Go do Whan!, Time do Culture Club, a união dos cantores americanos no USA for Africa ou dos cantores ingleses e irlandeses no Band Aid. Ficar de prontidão com os dedos no REC e no PLAY do gravador e registrar aquela música tocada nas rádios antes do lançamento do LP. O desafio maior era conseguir gravar uma música sem a voz dos locutores e sem cortes. Ouvir a fita gravada faixa-a-faixa no walkman com o super fone com som estéreo. Bem como gravar as fitas VHS com os clipes preferidos. Era um tal de colar durex nos furos das fitas. Era um trabalho primoroso e que exigia muita paciência, persistência e determinação. Nada de MP3 e MP4. Nada de DVDs e Blu-Rays de coletâneas de clipes. Nada de YouTube e sites dos artistas. Gravar nas fitas cassete os clássicos do Djavan, do Guilherme Arantes, da Elis Regina, do Gilberto Gil, dos Paralamas do Sucesso e dos artistas citados aqui. Conseguir uma foto do ídolo era um desafio. Tinha que comprar revistas ou recortar jornais. Nada de Google ou Facebook. Nada de máquinas digitais. Usar as roupas largas, com ombreiras, com cores cítricas, com estampas geométricas, de linho, de nylon. Calças jeans manchadas na água sanitária, jaquetas de veludo com forro de pele de carneiro. Relógios analógicos que trocavam de pulseiras, relógios digitais com joguinhos. Assessórios de plástico transparente com brilho. Gel para os cabelos com glitter e óculos de sol quadrados. Comer muito Mac trash, muito cachorro quente, muita pipoca e beber muita Coca-cola. Ver muito cinema e muito vídeo cassete. Foi uma época ótima e com muitas lembranças. Não canso de ouvir e ver os hits dessa década tão rica e efervescente.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Anos 1980 - O berço da música pop

Graças a Deus, nasci em 1970. Assim pude, na pré-adolescência, adquirir varias referencias musicais numa década de grande criatividade musical. Penso que os anos 1980, foi a década que lançou mais cantores, músicos, compositores e bandas. 

O berço desta criatividade toda foi sem dúvida o Reino Unido. No estilo New Wave com as bandas The Police, Soft Cell, The Pretenders, Simple Minds e Wham! No estilo New Romantic com Spandau Ballet, Duran Duran, Culture Club e Simply Red. No estilo Synthpop ou Techno com Tears For Fears, Depeche Mode, Pet Shop Boys, New Order e Eurythmics. No Pop Rock ou Rock Alternativo com The Smiths, The Cure, The Stone Roses, U2 e Echi & The Bunnymen. Aqui no Brasil, temos as bandas nos estilos Pop Rock e Romantico: Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, RPM, Blitz, Capital Inicial, Zero, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Metrô, Engenheiros do Hawaii, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Camisa de Vênus, Heróis da Resistência, Ira!, Plebe Rude e outros. Na terra do Tio Sã temos os solos: Madonna, Michael e Janet Jackson, Prince, Cindy Lauper, Paula Abdul, Lionel Richie, Whitney Houston, Bruce Springsteen e o grande retorno da diva Tina Turner.

Vou pincelar no blog alguns clips que me trazem boas lembranças desta década. Quando eu ficava de frente para a televisão aguardando os programas de clips e torcendo para reprisarem os meus preferidos. Este é de 1985, Simply Red.

Holding Back the Years

Querendo Voltar os Anos

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A música e a escola

Desde o primário até o ginásio (hoje, ensino fundamental), o momento mais esperado do ano, era a troca de presentes no Amigo Secreto. 

Estipulávamos que as trocas seriam somente de LPs e K7s. Não me lembro ao certo quando tudo começou, mas recordo bem que até os professores (coordenadores de classe) participavam. Dona Diva, professora de história e japa, vibrou muito por ganhar o LP do Djavan. Eu faturei uns três da Rita Lee, um da Tina Turner e outro do Culture Club. É claro que tinha os mais pedidos da turma: Michael Jackon, Menudo, Kid Abelha, Blitz, Marina e as trilhas das novelas Brega e Chique, Roque Santeiro, Guerra dos Sexos, Mandala, Vereda Tropical...

No dia do sorteio não havia aula e coincidia com o último dia letivo para quem não ficasse para recuperação. Decorávamos a sala com balões, fitas e desenhos na lousa. Meninos levavam um prato de doce e as meninas de salgado, incluindo também: refrigerantes, guardanapos, pratinhos e copos descartáveis. Era muito bom. Tinha até quem levasse gravador e vitrola para tocar os presentes. 

Bons tempos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Férias de inverno em Piracicaba

Nos anos 1988 e 1989, eu e meu primo Maurício aproveitávamos as férias de julho para irmos para a balada. Ele morava com meus tios numa chácara perto do trevo antigo de Piracicaba. A única maneira de chegar ao centro da cidade era de ônibus ou de carona com o meu outro primo Marcelo, que já tinha carta e namorava. O point ficava perto do centro. Descíamos na Rua Quinze de Novembro e traçávamos o habitual roteiro: boteco, balada e lanche. O primeiro ponto era o boteco, Pilequinho, encomendávamos um litrão de batida de sorvete de morango com vodka. Tudo de bom. Às vezes variávamos com uma batida de amendoim ou de coco. Depois de encher o caneco, partíamos para o segundo ponto, a balada na Croco. A Croco era mais popular, havia outra balada próxima a esta, a Mr. Dandy, que tinha como público os burguesinhos da cidade. Bom, chegando à balada, atacávamos o bar. Primeiro uma coca, depois caiamos de cabeça na cerveja e em drinks como Alexander, Menta ou Campari. Ao som dos anos 1980, fervíamos na pista de dança. É claro que a bebida e o cigarro ajudavam a quebrar a timidez e sair azarando as garotas. 

Na pista havia um telão onde passavam os clips dos astros da vez: Madonna, George Michael, Michael Jackson, Tina Turner, David Bowie, Pet Shop Boys, The Cure, A-ha, New Order, Erasure, Prince, Depeche Mode, Duran Duran, Information Society, Paula Abdul, Rick Astley, Peter Gabriel, Kon Kan, Bananarama, Queen, The Police, The Bolshoi, Bronski Beat, Tears for Fears, Culture Club, Swing Out Sister, Dead Or Alive, The Pretenders, Cyndi Lauper, The Smiths, The B-52s, Simple Minds, Simply Red, Billy Idol, U2... 

Ufa! A lista é grande e não para por ai. Voltando, a balada acabava por volta das três da matina. A essa hora o frio era insuportável, não tinha jeito, antes de sair de lá, tinha que ter a saideira. Ficávamos trebados. O passo seguinte era forrar o estomago. Subíamos uma avenida grande, que dava em outra maior ainda, até chegar no trailer de lanches Trevo. Você não tem noção do que era o lanche de lá. X-TUDO com hambúrguer, queijo, presunto, ovo, linguiça, frango, bacon, salada, purê e fritas. Quatro andares de lanche. E a maionese feita por eles? Cremoooooosa. Vinha dentro de um tubo branco, do tipo de mostarda e de catchup. Acho que eu comia o lanche só por causa da maionese. Bom, e dá-lhe coca e guaraná, e para arrematar, o cigarrinho. E não parava por ai. De lá, voltávamos a pé para a chácara. No caminho, muitas paradas, muito cigarro, cantoria e besteira. De vez em quando deitávamos no chão para contemplar o céu estrelado de inverno. Cruzeiro do sul, Três Marias, Vênus, Marte, Lua, constelações e tudo mais que um céu de interior pode oferecer. Era mágico. 

Eita férias que não sai da memória. As melhores, sem dúvida.