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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elis 70 anos

Ontem, prestigiei o show em homenagem à Elis Regina e gostei do que vi. A iniciativa partiu do primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e integra os eventos em comemoração ao aniversário de 70 anos de Elis. Os eventos começaram com o lançamento do site oficial da cantora e a nova biografia autorizada, Nada Será Como Antes, de Julio Maria, ambos lançados em 17 de março, data do aniversário de Elis. E ainda tem a promessa de uma filmografia, dirigida por Hugo Prata, com roteiro de Nelson Motta e Patricia Andrade, com a atriz Andreia Horta na pele da Pimentinha.

O show começou às 20h15 e foi apresentado por João Marcello e Luiz Carlos Miele, contou com vídeos inéditos de canções da Elis e com depoimentos e canções ao vivo dos artistas convidados (em ordem de participação): Fagner, Renato Teixeira, João Bosco, Jair de Oliveira, Ivan Lins e Gilberto Gil. Músicos e três telões dividiam o palco do auditório Celso Furtado no Anhembi. Minha emoção foi grande, não conhecia o lugar, mas sabia que a Elis já havia se apresentado ali várias vezes.

Setlist: Abertura com Elis Regina (voz) - Fascinação; Fagner - Mucuripe (participação de Elis no telão) e Noves Fora, Elis Regina (telão) - Sinal Fechado e Transversal Do Tempo, João Bosco - Bala Com Bala, Transversal Do Tempo, O Mestre-Sala Dos Mares, O Bêbado E A Equilibrista, Elis Regina (telão) - Me Deixa Em Paz, Renato Teixeira - Romaria (participação de Elis no telão) e Sentimental Eu Fico, Elis Regina (telão) - Corrida De Jangada, Jair Rodrigues e Elis Regina (telão) - O Morro Não Tem Vez (participação de Jair de Oliveira), Elis Regina (telão) - Águas De Março, Ivan Lins - Aos Nossos Filhos, Cartomante, Qualquer Dia, Me Deixa Em Paz e Madalena, Elis Regina (telão) - Deixa e Upa Neguinho Na Estrada, Gilberto Gil - Amor Até O Fim, Se Eu Quiser Falar Com Deus e Ladeira Da Preguiça, Elis Regina (telão) - Maria, Maria.

Senti falta de outros grandes compositores/cantores, vivos, tão gravados por Elis como Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso Guilherme Arantes. Foram quase três horas de show, com intervalo de quinze minutos. Os pontos altos foram ver Elis em vídeos inéditos nos telões com som e imagens impecáveis e ouvir Gilberto Gil cantando Se Eu Quiser Falar Com Deus. Os pontos baixos foram a ausência dos outros filhos de ElisPedro Camargo Mariano e Maria Rita, e a fraca e desnecessária presença de Jair de Oliveira no palco. No encerramento, todos os artistas voltaram ao palco para prestar uma última homenagem à cantora. João Marcello deixou no ar a promessa de novos shows. Vamos aguardar, porque o espetáculo não pode parar!

E para encerrar, a cópia, sem tratamento, de um dos vídeos que passaram no show de ontem, gravado em 1978.

Sinal Fechado e Transversal Do Tempo

sábado, 7 de setembro de 2013

Forasteiro fora de série

Ontem, fui ao Teatro Geo para o show do cantor Tiago Iorc {Zeski Tour}. Anexo aos ingressos, vieram um folheto preto e branco, texto de apresentação, ficha técnica do show e agenda até o final de 2013 e pulseirinha vip para falar com o cantor após a apresentação. A platéia era formada basicamente de garotas munidas de celulares e máquinas fotográficas. No palco, uma cortina vermelha e nada mais.

O show começou às 21h40 com lindos acordes de violão, tema instrumental Zeski, dedilhado por uma figura jovem, alta e magra no centro do palco. Do lado direito o baterista Guto Texeira e no esquerdo o baixista Leomaristi. Gritinhos histéricos foram ganhando força a partir do momento em que a luz revelava o rosto de Tiago

Lá vinha a primeira canção Um Dia Após O Outro seguida de Life Of My Love. Um som familiar começara invadir meus ouvidos. Depois foi a vez da bela Story Of A Man e da conhecida Nothing But A Song. Já tinha ouvido algumas músicas do Tiago sem ligar a voz à pessoa. Não à toa, o inglês do Tiago é tão perfeito que quem não o conhece jura que ele é gringo. O show seguiu com What Would You Say, When All Hope Is Gone e Tempo Perdido. Adorei a nova roupagem que ele imprimiu para a música do Legião Urbana, foi de arrepiar. Mas foi com a canção The Scientist do Cold Play que me emocionei pra valer. Ficou linda! Na sequência do setlist vieram Yes And Nothing Less, Música Inédita, Shelford Road, It´s A Fluke e Forasteiro

E para o bis restaram My Girl, Fine e novamente Legião com Quase Sem Querer. Foi um show emocionante.

Tiago Iorczeski nasceu em Brasília e morou até os cinco anos de idade na Inglaterra. Passou pelos Estados Unidos e estabeleceu-se em Curitiba. Já teve algumas músicas na trilha das novelas da Globo. Começou a carreira de músico em 2003. Lançou três discos: Let Yourself In em 2008, Umbilical em 2011 e Zeski em julho desse ano. Seus discos foram lançados também no Japão, Coréia do Sul, Portugal e Estados Unidos. Seus mais recentes sucessos são: It´s A Fluke que está na novela Flor do CaribeMúsica Inédita gravada com Maria Gadú

A principio, tinha escolhido o vídeo da música Nothing But A Song para ilustrar o post, mas depois que vi Forasteiro mudei de ideia. O clipe é tão simples e tão mágico que sintetiza um pouco do que vi ontem. 

Forasteiro


Obrigado Miguel por ter me levado a esse lindo show e obrigado Felipe Simas pelos convites, pela atenção, pelo setlist e por nos ter apresentado o talentoso Tiago Iorc. Sucesso Tiago! Sempre!!

Editado em 07.11.2013 com as fotos do show.

domingo, 24 de março de 2013

Suingue sangue bom

Ontem, tive o prazer de assistir ao show Luiz Melodia Trio, no intimista Tom Jazz. Trata-se da turnê, que já passou pela Europa, de outro grande ícone da música brasileira, o cantor e compositor Luiz Melodia. Cheguei sem expectativa alguma e sai encantado com a humildade e a simplicidade desse carismático carioca. No palco: o parceiro Renato Piau (violão), os ótimos músicos Charles Costa (violão de sete cordas) e Alessandro Cardozo (cavaquinho) e o mestre Luiz no estilo malandragem, com chapéu, blazer e muito gingado. Foram duas horas de show com músicas conhecidas e algumas novas. O repertório foi aberto com a canção Estácio, Eu E Você e seguiu com: Quase Fui Lhe Procurar, Magrelinha, Pérola Negra, Juventude Transviada, Farrapo Humano, Codinome Beija-flor, Congênito, Ser Boêmio (música do pai Osvaldo Melodia), Cura, Estácio Holly Estácio, A Dona Da Gafieira, Que Loucura e Fada. E no bis: Calcinha Preta, Amapola e Diz Que Fui Por Aí. E para encerrar Luiz cantou Negro Gato de peito nu, e mostrava a boa forma, não somente do corpo, mas também da voz. 

Foi um belo show. Gostoso de ouvir e gostoso de ver. Obrigado Miguel e Clarice.

Segue o vídeo de uma das músicas que mais gosto. Ela está no álbum Maravilhas Contemporâneas, de 1976.

Congênito

Luiz Melodia completa, nesse ano, 50 anos de carreira e 40 anos de lançamento do seu primeiro LP Pérola Negra.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

One, two, three, MDNA

Não pude ver a turnê MDNA na semana passada quando a Rainha do Pop Madonna passou por aqui para duas apresentações no estádio do Morumbi, mas diante das criticas de quem foi e viu, o show deixou a desejar. Fui atrás de alguns vídeos no YouTube para conferir e encontrei três com o registro completo do show de Tel Aviv, Israel, e infelizmente concordei com o que li e ouvi. Pelo o que pude perceber, o ponto forte foi a abertura. - A produção sabe muito bem deixar o publico de boca aberta, e é referência: muitos estão lá para ver as novidades sonoras e visuais. - Os quatro telões de fundo do palco com seus mais de 1800 metros quadrados (cada), e painéis de led que brotavam do chão em plataformas deram um show à parte.

Os hits dos anos 1980/90 Papa Don´t Preach, Express Yourself, Open Your Heart, Justify My Love (vídeo), Vogue, Human Nature, Erotica e Like A Prayer, foram mutilados e a voz da Madonna sintetizada em alguns momentos não foi uma boa escolha da diva. Pena. 

O setlist, com quatro divisões, seguiu com Girl Gone Wild (abertura), Revolver, Gang Bang, Hung Up, I Don´t Give A, Best Friend (vídeo), Turn Up The Hits (vídeo), Turn Up The Radio, Give Me All Your Luvin, Masterpiece, Candy Shop, Nobody Knows Me (vídeo), I´m Addicted, I´m A Sinner e Celebration para finalizar. No primeiro dia de show em SP, Like A Virgem ficou de fora, já no segundo dia, foi incluída Holiday como um agrado da diva por três horas de atraso.

Assisti ao show da Madonna na turnê passada e chego a concluir que: o que de fato ela faz muito bem são suas músicas e seus clipes. 

Selecionei três clipes. Os dois primeiros, sem dúvida, serviram de referência para o terceiro. Confira: Erotica, álbum Erotica, 1992; Human Nature, álbum Bedtime Stories, 1994 e Girl Gone Wild, álbum MDNA, 2012.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lá vem o Ruivão

Ex-integrante da banda Titãs, Nando Reis foi atrás da carreira solo em 2002. De lá pra cá, destacou-se entre os compositores da nova safra. Quem nunca ouviu a bela Diariamente na voz da sua ex-namorada Marisa Monte? E as ótimas All Star, O Segundo Sol e Relicário interpretadas brilhantemente pela Cássia Eller? Pois é, tantas outras foram escritas por ele e tornaram-se sucessos com as bandas Cidade Negra, Skank e Jota Quest

No último sábado, fui conferir de perto a turnê de lançamento do novo disco Sei, ao lado das minhas queridas amigas Nathalia e Verônica. Nando entrou no palco às 22h57 e abriu o show com a nova Pré Sal. No palco, a banda Os Infernais, duas vocalistas vestidas de dourado e cortinas vermelhas com três pássaros recortados e aplicados sobre elas. Nada de telão. Depois vieram Sou Dela, Back In Vânia, O Que Eu Só Vejo Em Você, As Coisas Tão Mais Lindas, Declaração De Amor, Eu E A Bispa, Igreja, Me Diga e Quem Vai Me Dizer Tchau (Pra Quem Não Vem). Entre as músicas, um tanto tímido e sem jeito, Nando fazia comentários e ficava justificando a falta de animação do publico com as novas canções. "Todo sucesso já foi música nova um dia". Convidou o filho Sebastião para tocar com ele a musica composta em sua homenagem O Mundo É Bão, Sebastião! 

Na sequência vieram Luz Dos Olhos, N, Sei, Espatódea, All Star, Luz Antiga, Pra Você Guardei O Amor, Ternura E Afeto, O Segundo Sol, Por Onde Andei e Do Seu Lado. As músicas gravadas pela Cássia Eller foram as mais bem recebidas. E finalmente o bis, com a escolha do público A Letra A, seguida pelas ótimas Relicário, Marvin e E.C.T..

Achei o show um tanto pesado. Muita guitarra e baixo pra quem saiu dos Titãs para ir atrás de músicas mais amenas. E com certeza não foi um sentimento só meu, muita gente foi embora antes do fim. O show acabou à 01h15.


Segue o clipe de um dos seus primeiros sucessos, álbum 12 de Janeiro, de 1995.

Me Diga

domingo, 2 de dezembro de 2012

Acelera aê, hoje é dia de Ivete!

Sempre gostei da personalidade de Ivete Sangalo e de algumas de suas músicas, mas nunca fiz planos para vê-la ao vivo. Minha sobrinha Márcia é fã dela e foi com ela que comecei a gostar mais das canções da Ivete. Vi no jornal que ela estaria em São Paulo, iniciando a turnê de apresentação do seu novo disco Real Fantasia. Consegui dois ingressos e levei a Márcia para ver de perto a sua "ídala".

Sexta-feira, 1º de dezembro, Via Funchal, às 23h30 as luzes se apagam. Euforia do público gritando varias vezes "P... que pariu, a Ivete é a melhor cantora do Brasil!". Os músicos entram no palco. Acordes são entoados em alguns instrumentos. Num telão vertical no meio do palco, são exibidas imagens cósmicas. Surge no palco a Rainha do Axé com um macacão branco forrado de brilho. À sua volta, quatro bailarinos. Ela abriu o show com No Brilho Desse Olhar, seguida pela nova Real Fantasia e Cadê Dália"Boa noite São Paulo!!" Saldou o publico a carismática e iluminada Ivete, e seguiu cantarolando "Êh, êh, êh, São Paulo/Êh São Paulo/São Paulo da garoa/São Paulo que terra boa." Depois, toda animada, virou-se pra a plateia com a pergunta: "Sabem pra quem é esse show? Vocês sabem pra que é esse show? É pra vocês, porra!"

Vieram, então, as agitadas Arerê, No Meio Do Povão, Balançando Diferente, Acelera Aê, Essa Distância, Sorte Grande e Não Quero Dinheiro. - Haja fôlego e disposição para acompanhar o ritmo! Não sei como ela aguenta. - Em seguida, as mais calmas, a linda Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim e mais Só Num Sonho, Quando A Chuva Passar e Isso Não Se Faz

Pausa para a troca de roupa e para nós recuperarmos a energia. E lá vem ela num vestido roxo e verde, cheio de brilho. "Vocês querem participar da gravação do clipe que vai passar no mundo todo?" perguntou Ivete. "Simmmmmmm!!" respondeu o publico eufórico num só coro (abaixo, vídeo registrado por mim).

E começou a gravação com coreografia ensinada pela Sangalo. Na sequência vieram os hits: Chorando Se Foi, Preta, Céu Da Boca, Delira Na Guajira, Flor Do Reggae, Onde Você Mora, Na Base Do Beijo, Desejo De Amor, Levada Louca e Empurra Empurra. Nessa última música, Ivete recolheu carinhosamente os presentes e distribuiu autógrafos em vários encartes do novo CD. 

E para finalizar, o bis teve Dançando, Eva, Alô Paixão e Beleza Rara. Os músicos e bailarinos estavam já saindo do palco, mas Ivete não queria continuar e começou a cantarolar: "Alguma coisa acontece no meu coração/Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João/É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi/Da dura poesia concreta de tuas esquinas/Da deselegância discreta de tuas meninas/Ainda não havia para mim Rita Lee/A tua mais completa tradução/Alguma coisa acontece no meu coração/Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João." Linda essa Ivete! E lá se foi ela, agradecendo ao publico paulistano.

Dançando (um trecho da gravação do clipe).

Foi um belíssimo show, embora algumas coreografias fossem um pouco cafonas - imagine a Ivete rebolando de costas com a mão apoiada num banquinho alto, desnecessário né? - muita energia, muita luz e todo mundo dançando, pulando, batendo palmas e cantando todas as músicas em quase duas horas de espetáculo.

Parabéns Ivete pelo lindo show. Obrigado Márcia pela sua energia e emoção contagiante. Obrigado Carol e Miguel pelos ingressos e carinho.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tears For Fears ao vivo

Já estava quase desistindo de ver o show da dupla inglesa Tears For Fears. Tentei três frentes de contatos diferentes, inclusive a promoção da rádio que fazia a divulgação. Nada. Lembrei-me de mais uma alternativa. Bingo! Deu certo. Abri meu e-mail e tive a confirmação duas horas antes do show. Larguei tudo o que estava fazendo e fui conferir de perto uma das bandas ícone dos anos 1980. Cheguei lá em meia hora. Peguei a pulseira de acesso e fui procurar um lugar no meio da multidão que ia lotando aos poucos a casa de eventos. Ufa!

O show começou às 22h30. No palco telões de led sem muitos efeitos e algumas luzes fortes de deixar qualquer um sem foco. Primeiro entrou a banda, depois Ronald Orzabal, Curt Smith e a primeira música Everybody Wants To Rule The World

Na seqüência vieram Secret World e a empolgante Sowing The Seeds Of Love. "Obrigado (3x)" disse finalmente o simpático Roland. "Obrigado San Paulo. Essa é uma noite mágica" completou o vocalista com o sotaque britânico. Ele lembrou o nome da casa de show em que se apresentaram em outubro de ano passado e finalizou com a palavra "amazing". 

Curt preferiu não arriscar-se no português e agradeceu em inglês mesmo. Vestia uma camiseta branca com os dizeres EAST MEETS WEST. Fiquei impressionado com o envelhecimento dos dois. Me dei conta que o tempo não perdoa nem nossos ídolos. 

Roland Orzabal e Curt Smith.
O show seguiu com: Change, Call Me Mellow, Everybody Loves A Happy Ending, Mad World, Memories Fade e Closest Thing To Heaven

Pausa para apresentar os músicos e a nova vocalista Carina Round - Excepcional! -. Ela abriu o show com algumas músicas que lembram um pouco o repertório e a própria Mallu Magalhães

Na volta foi a vez da surpresa da noite: Billie Jean do Michael Jackson numa versão bem diferente e bem legal, depois vieram as ótimas Falling Down, Floating Down The River, Advice For Young At Heart, Badman's Song, Pale Shelter, Break It Down Again e Head Over Heels. Para o bis ficaram os hits Woman In Chains e a esperada Shout. Foi uma hora e quarenta minutos de show, poderia ter sido mais. Senti falta da Laid So Low (Tears Roll Down) no repertório. 

A sensação foi de show contratual, com hora para começar e para acabar. Foi assim também no show do Pet Shop Boys e da Amy Whinehouse. Coisa de ingleses. Mas foi muito bom ver de perto os mentores de ótimas músicas e que me acompanham até hoje. Roland continua com a mesma voz forte e afinadíssima.   

Valeu Tears For Fears! Valeu Carol Pascoal!!!

Segue o clipe de uma das músicas mais bacanas tocada no show:

Closest Thing To Heaven 
Coisa Mais Próxima Do Céu 

Texto editado em 25/03/13.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

3 X 30

Voltei no tempo no último sábado. Tive o prazer de ver bem de perto um dos meus grupos favoritos, o Kid Abelha. Com Bruno Fortunato na guitarra, George Israel no sax e a bela e simpática Paula Toller, a apresentação foi show. Nem parece que o grupo esta na pista há pouco mais de 30 anos, já que o trio segurou e animou o povo em quase duas horas de show sem deixar a peteca cair.

Bruno, Paula e George.
O show começou com um belo texto sobre a trajetória da banda narrado pela jornalista Mônica Waldvogel. No palco, um telão dividido em três camadas com projeção high tech e a banda: George Fonseca (teclado e vocais), Marcelo Granja (baixo), Adal Fonseca (bateria) e Fernando Aranha (violão, guitarra e vocais). A turnê em comemoração aos 30 anos da banda, iniciou no ano passado em Curitiba e passou por aqui em maio. A apresentação no Rio, registrada em DVD, deve sair neste ano.

Telão e projeção no formato de colmeia.
No repertório alguns dos hits de 30 anos de carreira: Nada Sei (Apneia), Nada Tanto Assim, Eu Tive Um Sonho, Amanhã É 23, Seu Espião, Todo O Meu Ouro, Garotos - com participação especial de Loiras Geladas do RPM - , Fixação, Alice, Educação Sentimental II, Lágrimas E Chuva, Em Noventa E Dois, Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, Pintura Íntima, Como Eu Quero, Eu Só Penso Em Você, Grand' Hotel, Dizer Não É Dizer Sim, Eu Tive Um Sonho, No Seu Lugar, Te Amo Pra Sempre, Por Que Eu Não Desisto De Você, as inéditas Caso De Verão (O Amorzinho) e Veio Do Tempo, além de trechos de Tudo De Nós e Glitter De PrincipianteNo bis, Paula animou a plateia com os hits Como Eu Quero e Pintura Íntimadespediu-se com o refrão da música Os Outros

Foi um belo show que sacudiu a galera e fez todo mundo cantar junto. Parabéns Kid Abelha. Mas 30 anos de sucessos pro trio!

Segue um dos raros vídeos do trio: 
Lágrimas E Chuva, álbum Educação Sentimental de 1985.

domingo, 29 de abril de 2012

Clímax

Ontem, novamente o meu anjo da guarda Miguel me levou para ver a Marina Lima no Tom Jazz. A diva cantou faixas do seu último trabalho Clímax e clássicos da sua carreira de 33 anos de estrada como: Charme Do Mundo, Veneno (Veleno), Difícil, À Francesa, Virgem, O Chamado, Me Chama, Pra Começar, Fullgás, Mesmo Que Seja Eu e Uma Noite E 1/2. Que delícia ver a Marina cantar tão de perto (menos de dois metros), vimos o show de cima do palco. Até gravei três músicas pelo celular (a casa não fez restrições e nem a artista), mas o som ficou horrível. Sempre simpática com a platéia super-restrita, Marina foi contando passagens entre as músicas que cantou. Fez três músicas no bis, a última foi Pra Sempre, composta em parceria com o Samuel Rosa

Foi muito bom ver esse ícone da MPB cantar músicas que ouvi e cantei a vida toda. Lembrei-me das minhas amigas Verônica Amorim, Márcia Galliani e da minha prima Eliana. Mesmo com a voz e arranjos diferentes Marina e suas músicas não perderam o charme, o valor e os meus merecedores aplausos e respeito. 

Marina Lima, pra sempre!

Pra Sempre, Marina Lima e Samuel Rosa, álbum Clímax, 2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Simplesmente Sade

Ontem tive o prazer de assistir de um lugar privilegiado o show da banda Sade (isso mesmo, banda!), no Ginásio do Ibirapuera. Casa lotada, metade das arquibancadas mais a pista forrada de cadeiras. No repertório um mix de toda carreira iniciada na década de 1980. Sade merecia uma casa de shows melhor, o som do ginásio estava péssimo, as caixas de som com seus graves abafavam a voz suave da vocalista, e suas acomodações não eram compatíveis com os preços cobrados de 300 a 850 reais. 

Às 21h50 a cantora emergiu do centro do palco toda vestida de preto, com seus longos cabelos presos num rabo de cavalo e sobre um salto de 20 cm. Simpática, suas primeiras palavras foram "San Paulo", seguidas da sua ótima impressão da cidade e pelo prazer de tocar aqui no Brasil pela primeira vez. 
O show dividiu-se em três partes, mais o bis final.
Para cada uma delas Sade Adu apresentou-se com looks diferentes: cabelos presos e soltos; salto alto e descalça; roupa preta, preta e branca e vermelha e branca. 
O palco tinha uma montagem simples e funcional. Ao fundo um telão intercalava projeções monocromáticas com algumas pinceladas de cores. 

Uma cortina velava e revelava a cantora à frente do palco com jogo de imagens e luzes. Dois pequenos telões laterais compunham o cenários com imagens ampliadas da banda. 

O show durou exatamente duas horas. Teve seus pontos altos nas faixas mais conhecidas Smooth Operator e The Sweetest Taboo. Não precisa nem dizer que não faltaram câmaras fotográficas e celulares do público registrando tudo em todos os lugares né? As músicas tocadas foram: Soldier Of Love, Your Love Is King, Skin, Kiss Of Live, Love Is Found (inédita e muito boa), In Another Time, Smooth Operator, Jezebel, Bring Me Home, Is It A Crime, Love Is Stronger Than Pride, All About Our Love, Paradise, Morning Bird, King Of Sorrow, The Sweetest Taboo, The Moon And The Sky, Pearls, No Ordinary Love, By Your Side e no bis Cherish The Day. Pela primeira vez no Brasil, Sade de apresentará ainda no Rio e em Brasília. Agradeço o Miguel pela força e a Carolina Pascoal pela credencial, sem eles não assistiria ao show.

Nascida na Nigéria e criada desde criança no Reino Unido, Helen Folasade Adu ou Sade Adu é dona de uma voz delicada e única. Sua imagem exótica e delicada ilustra os vídeos e estampa os álbuns da banda, criando uma certa confusão, o nome Sade é em sua homenagem. Além de soltar a voz, ela escreve e compõe. A banda é composta por: Sade Adu (vocal), Colin Stuart Mattewman (guitarra e sax), Paul Spencer Denman (baixo) e Andrew Hale (teclados). A banda já gravou seis álbuns e entre eles vários hits. 

Segue o clipe da música da banda que mais gosto, do álbum Love Deluxe, de 1992:

Kiss Of Life
Beijo Da Vida

Texto editado em 25/03/13.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O sangue que move o corpo

The Blood That Moves The Body, A-ha, álbum Stay On These Roads, 1988. Adoro essa música. A introdução é barbara. Dá a sensação de estar começando uma cena de suspense. A letra é muito boa também: O jeito como estamos sentindo/Esta noite/Como se tudo fosse irreal/Tudo bem/Meu amor, venha e volte para/Nosso amor, você sabe que eu vou reagir/Ao sangue que move meu corpo/Que agora cobre o chão/O sangue que move o chão/... Os violinos e violoncelos ao fundo dão um toque especial. É de arrepiar. O clipe é bem produzido também. Tem um jogo de câmera afinado com o ritmo da música. Sem contar a voz afinadíssima do Morten.


A banda norueguesa surgiu em 1982, mas sua consagração deu-se em 1985 com o hit Take On Me, vendendo mais de 7 milhões de cópias no mundo todo. Sua formação é composta por: Morten Harket (vocal), Paul Haaktaar-Savoy (guitarra) e Magne Furuholmen (teclados). O nome da banda não tem nada haver com as iniciais dos seus integrantes como seus vizinhos suecos do ABBA, A-ha vem da exclamação aha!!, o que denota surpresa. E que mais tarde, verificou-se que em determinados idiomas representava reconhecimento. Bingo! Eis que surge o nome da banda. Além, é claro, de ser de fácil memorização, era também uma palavra pouco usual. 

Assisti ao show ao vivo do A-ha quando eles estiveram pela primeira vez no Brasil, em março de 1989, no Estádio do Parque Antártica. Com público estimado de 70 mil pessoas/dia. Foi muito bom, meu segundo show internacional. Assisti bem de perto do palco montado do lado direito do campo de futebol. Tudo muito simples, sem os telões gigantes de LED, somente dois telões laterais e muitos canhões de luz. O trio parecia estar bem à vontade no palco. E o público não deixou por menos, cantaram todas as músicas numa só voz. Foi de arrepiar mesmo! No repertório: Cry Wolf, Here I Stand And Face The Rain, Touchy!, Manhattan Skyline, Scoundrel Days, This Alone Is Love, The Sum Always Shines On T.V., Hurry Home, Hunting High And Low, The Swing Of Things, The Blood That Moves The Body, You Are The One e Take On Me. E no bis: I've Been Losing You, And You Tell Me, The Living Daylights. E no segundo (!!) bis: Stay On These Roads (carro chefe da turnê mundial homônima). 

É uma pena que o A-ha tenha encerrado a carreira no final de ano passado por decisão dos seus integrantes. Apesar de achar que tudo tem sua época e o seu tempo, o trio vai fazer falta.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O primeiro show internacional

Tina Turner, Break Every Rule, 1988

Verão, janeiro, curtindo as férias com meu querido e saudoso primo Alexandre, minha amada e saudosa mãe e minhas tias na praia do Pernambuco no Guarujá. Acordei cedo e fui para a rodoviária, comprei a passagem e embarquei para São Paulo. Desci no terminal Jabaquara, tomei metrô e ônibus com destino ao estádio do Pacaembu. Chegando lá, por volta das 10h, comprei o ingresso, setor pista, na bilheteria. Já havia bastante gente acampada em frente ao estádio. Cambistas e camelôs vendendo de tudo. Ingressos, faixas de cabeça, camisetas, fotos, revistas, água, suco, lanches... 

Não me incomodei em esperar mais de oito horas para abrirem os portões de acesso. Nem me lembro o que eu fiz para esperar tanto tempo, o show começava às 21h. 

A musa entrou no palco pontualmente, com um mini vestido de couro vermelho (foto) e um saltão. Não recordo qual foi a música de abertura, mas lembro dos pontos altos do show. Nas canções We Don´t Need Another Hero e Paradise Is Here, o público ascendia isqueiros, inclusive eu, e isso causava um efeito lindo no estadio. Typical Male, Two People, Better Be Good To Me, Addicted To Love, I Can´t Stand To Rain, Help, Proud Mary, What´s Love Got To Do With It, Let´s Stay Together e a faixa título Break Every Rule, foram as outras músicas do show, que terminou por volta das 23h30. 

Foi inesquecível. 

Que energia e folego esta mulher de 50 anos (na época) tinha, e que pernas! Acabei dormindo na casa da minha irmã Magaly, que morava perto dali, e voltei pro Guarujá no dia seguinte recordando as músicas e a presença de palco deste furacão chamado Tina Turner. Salve a rainha do Rock internacional!

Break Every Rule
Quebrar Todas As Regras


Texto editado em 25/03/13.

domingo, 14 de março de 2010

O primeiro show

1986, estádio Palestra Itália, clube Palmeiras, RPM - Revoluções por Minuto. Era o grande sucesso do ano. Fui de carona com minha amiga do colegial, Verônica. Ela estagiava na rádio Jovem Pan FM e conhecia o pessoal da Poladian, produtora do grupo. Seus contatos renderam duas entradas free para ver o show. Pista, primeira fileira! Atrás dos convidados VIPs e das grades de proteção. Assistir ao show bem de pertinho, ali do gargarejo foi bom, mas seria melhor ver de mais longe para não comprometer a visão do estádio lotado, dos efeitos de luz, do cenário e dos movimentos de palco. 

Não curtia muito o grupo na época, gostava das músicas Louras Geladas, Rádio Pirata e Revoluções Por Minuto. Depois do show passei a escutar o RPM com mais atenção e emoção. O grupo era formado por: Paulo Ricardo (vocal), Luiz Eschiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e Paulo P. A. (bateria). 

Acabei pegando gosto pela emoção de ver um show ao vivo. É contagiante. Vieram muitos outros depois. 

Sem dúvida alguma minha amiga Verônica, contribuiu, e muito, pela minha paixão pela música. E por onde andará Verônica? Verônica morava em um apartamento na Rua Diana. Ela não era de São Paulo, era do Recife. Era bonita, tinha cabelos compridos e cacheados, sempre presos num rabo de cavalo, fumava e tinha uma mania de ficar rolando os anéis nos dedos. Saudades da Verônica.

Texto editado em 25/03/13.