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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

David Bowie Superstar

Ensaiei por dias para conseguir escrever algo sobre David Bowie, morto no último dia 10, dois dias após completar 69 anos de vida e de lançar o álbum Blackstar.

Durante esses dias, enquanto me conformava com a notícia, revisitei sua obra musical e fiquei escutando seus clássicos: The Jean Genie, Space Oddity, Changes, Life On Mars?, Heroes, Ziggy Stardust, Starman, Young American, Ashes To Ashes. Confesso que escutei mais os hits da minha época: Under Pressure, Let's Dance, China Girl, Modern Love, Blue Jean, Loving The Alien, Dancing In The Street, Absolute Beginners, Underground, As The World Falls Down, Never Let Me Down, Tonight, Day-In Day-Out, This Is Not America. Redescobri os vídeos: Miracle Goodnight, Buddha Of Surbubia, The Heart´s Filth Lesson, Strangers When We Meet, Hallo Spaceboy, Little Wonder, New Killer Star, Valantine's Day, Love Is Lost, Where Are We Now? E vi também, os seus mais recentes vídeos, Lazarus e Blackstar, ambos do seu 26º álbum de estúdio. 

E o que falar desse ícone da música que atravessou várias gerações? Tudo que sei ou que pesquisar para escrever aqui, vai soar pequeno diante da sua grandeza. Grandeza notada, mais de perto, na exposição sobre sua vida e obra que aconteceu no início de 2014 no MIS/SP, comentada aqui no blog (pesquise por Exposição David Bowie). 


Segue uma singela homenagem à super estrela Bowie, com um dos seus primeiros vídeos, que narra a missão espacial do astronauta Major Tom, e um dos últimos, que faz alusão ao astronauta morto, esquecido em algum lugar do espaço. Será?  

Space Oddity
Estranho Espaço 


Blackstar
Estrela Negra

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Rita e Roberto

Uma das coisas boas dessa época do ano, pouco antes do Natal, era o lançamento dos discos da Rita Lee e Roberto de Carvalho. Ficava ansioso pela capa do disco, pelo encarte com as letras e, é claro, pelas faixas inéditas! 

Um dos últimos discos que tive o prazer de esperar foi Rita e Roberto, de 1985, e confesso que fiquei desapontado com a capa monocromática. Parecia que faltava alma ali, mas não, era uma ode à cinza São Paulo. Foi o último álbum do casal pela gravadora Som Livre, uma parceria que durou 20 anos. 

Adoro as faixas Vírus Do Amor, Vítima, Molambo Souvenir, Yê Yê Yê e Noviças do Vício. O disco contou com a participação de Caetano Veloso na composição de Nave Maria, com Hebert Vianna no vocal e guitarra em Gloria F e João Barone na bateria de VítimaMolambo Souvenir e Não Titia. O álbum contou ainda com a canção Choque Cultural.

E para comemorar os 30 anos do disco, segue o clipe da faixa mais executada.

Vírus Do Amor

A segunda música mais executada, dez anos depois, foi Vítima, tema da novela A Próxima Vítima, 1995, sucesso de Silvio de Abreu na faixa nobre da TV Globo.

Um VIVA à Rita Lee, que completa, no próximo dia 31, 68 anos de vida!

Tenham uma ótima passagem de ano e até 2016!

domingo, 29 de novembro de 2015

Diamond Life

Uma das música mais executadas nas rádios brasileiras em 1985 foi Smooth Operator, hit do grupo britânico Sade, mas engana-se quem acha que a canção foi o primeiro sucesso da banda.

Com dois anos de estrada, Sade lança seu primeiro álbum, Diamond Life em 1984, com a canção Your Love Is King, sucesso imediato na Inglaterra. Nos Estados Unidos o primeiro single foi Hang On To Your Love, lançada no inicio do ano seguinte. E por aqui, o sucesso veio com Smooth Operator. Diamond Life, rendeu vários prêmios e a posição de destaque da banda no mundo todo. É considerado um dos 200 discos definitivos no Rock And Roll Hall Of Fame, categoria que elege os melhores discos produzidos em todos os tempos. 
E para rememorar, seguem os clipes dos três primeiros hits da banda:

Your Love Is King
O Teu Amor É Rei


Hang On To Your Love
Segure Seu Amor


Smooth Operator
Operador Suave

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

One Of The Living

A canção, que está na trilha sonora do filme Mad Max, Além da Cúpola do Trovão, de 1985, foi pouco divulgada por aqui, injustamente, mas rendeu a Tina Turner o Grammy de Melhor Performance Feminina de Rock no mesmo ano. A música, escrita por Holly Knighttraz a potente voz da cantora no ápice de sua carreira e em grande estilo. Quem poderia imaginar Tina tocando uma guitarra num clipe? É de uma energia, digna de um vulcão! One Of The Living não esteve presente em nenhuma copilação de Tina, até 2009. 

Há tempos tinha o desejo de postar o vídeo da música aqui, mas, até então, não havia encontrado nenhum com boa qualidade. Confira abaixo a canção e o clipe com cenas do filme.

One Of The Living
Um Dos Vivos

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

É primavera...

Música de Cassiano e Silvio Rochael, a música Primavera está no álbum de estreia do Tim Maia, título homônimo, lançado em 1970. A letra é curta e cheia de romantismo, que somada a voz e ao suingue do Tim, ficou uma maravilha! 
E nada melhor do que essa canção para fechar o mês de setembro com a entrada da Primavera. Recebi a imagem, ao lado, no WhatsApp e achei ela tão bacana, que mereceu destaque no Music And Eu.
Abaixo a letra e o player para ler, ouvir e cantar junto. 
Salve Tim! Salve a Primavera!

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Que eu quero estar junto a ti (porque)

Eu (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo (é primavera) meu amor

Trago essa rosa (para te dar)
Trago essa rosa (para te dar)
Trago essa rosa (para te dar)
Meu amor...

Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
(É primavera)


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Encontro de Titãs - 14

O encontro da vez é com os roqueiros Rita Lee e Sérgio Britto (Titãs) cantando Bossa Nova. É isso mesmo, Bossa Nova! E não é que ficou bacana. 

Já havia escutado a música Purabossanova há muito tempo, e até mesmo visto o clipe, mas ficou na gaveta. Recentemente a canção voltou a tona por conta da trilha sonora da novela Babilônia. Resolvi então vasculhar um pouco mais sobre ela. A faixa título Purabossanova foi lançada em 2013, no quarto álbum solo do Sérgio e teve a participação mais que especial da Rita, que já havia feito um disco todo dedicado ao estilo, Rita Lee em Bossa 'n' Roll,  de 1991. O álbum Purabossanova contou ainda com a participação de Luiz Melodia e de outro cantores em suas 12 faixas. O vídeo é bonitinho, mas o que empolga mesmo é o tom que a rainha do rock doa com destreza à canção. Confira:

Purabossanova

sábado, 18 de julho de 2015

TOP 10 - Baby Consuelo

A niteroiense, cantora e compositora Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, mais conhecida como Baby Consuelocompleta hoje, 63 anos de vida. Ela mudou o nome artístico no final dos anos 1990, quando tornou-se evangélica, para Baby do Brasil, mas pra mim, ela continua sendo Baby Consuelo. Lembro-me bem do seu primeiro sucesso pós Novos Baianos, fruto do seu segundo álbum em carreira solo e composto pra ela por Caetano Veloso. E quem é que não conhece a bela canção Menino Do Rio? Conhecida pelos cabelos coloridos, pelos nomes estranhos que colocou nos seus sete filhos, pela histórias de contato com o Divino e por ser barrada na Disney, Baby tornou-se única em estilo e retórica. E permanece até hoje, com mais de 45 anos de carreira, igual! E para homenagear uma das grandes vozes da música brasileira, preparei o seu TOP 10.

1- Um Auê Com Você - Eu queria tanto voar com você...
2 - Sem Pecado E Sem Juízo - Vem beijar luar/Doar felicidade
3 - Menino Do Rio - Eu canto pra Deus proteger-te
4 - Telúrica - A ideia ilumina/Dá o toque e anima/O aroma do perfume...
5 - Seus Olhos - O meu coração flutua nessa tua divindade
6 - Todo Dia Era Dia De Índio - E da alegria, da alegria de viver...
7 - Ele Mexe Comigo - Como os raios do sol desce/Vem e me aquece
8 - Brasileirinho - E nunca mais esquecerei o tal chorinho
9 - O Que Vier Eu Traço -  Não tenho veia poética/Mas canto com muita tática
10 - Cósmica - E vive nessa magia/Em busca da sabedoria

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Begin Again

Na cerimônia do Oscar, desse ano, uma das canções apresentadas e nomeadas para concorrer a estatueta dourada de Melhor Som Original foi Lost Stars, interpretada pelo grupo norte americano Maroon 5. A música de autoria de Gregg Alexander e Danielle Brisebois representou o filme Begin Again (Mesmo Se Nada Der Certo, 2013), e perdeu para a canção Glory, do filme Selma (Selma: Uma Luta Pela Igualdade), 2014.

Ontem, tive o prazer de ver o filme e gostei muito. Nele, a jovem compositora Gretta James (Keira Knightley) viaja para Nova Yorque com o namorado, compositor e cantor Dave Kohl (Adam Lavine) que acaba de assinar contrato com uma gravadora para produzir um disco. Lá, Gretta encontra com o amigo Steve (James Corden) e se muda para a casa dele após descobrir o envolvimento de Dave com uma produtora musical da gravadora. Steve toca num bar e leva a amiga para se distrair um pouco e acaba colocando-a para cantar uma canção autoral. É quando Dan (Mark Ruffalo), um produtor musical recém-demitido, ouve a canção e se encanta com ela, e convence Gretta a gravar uma demo. 

O filme, sobretudo, fala da paixão das pessoas pela música. Dos que compõem, dos que cantam, dos que produzem, dos que tocam e dos que ouvem.

Confira os vídeos de Lost Stars na voz de Keira Knightley e com Adam Lavine, ambas com a letra da canção.



Gosto muito das duas versões, mas a segunda é de arrepiar. 

A trilha sonora é composta por 16 faixas, sendo 6 na voz de Keira, 4 na voz de Adam, 4 com a Cessyl Orchestra e 2 com Cee-Lo. O CD não foi lançado no Brasil, mas é possível baixar as músicas pela internet.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elis 70 anos

Ontem, prestigiei o show em homenagem à Elis Regina e gostei do que vi. A iniciativa partiu do primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e integra os eventos em comemoração ao aniversário de 70 anos de Elis. Os eventos começaram com o lançamento do site oficial da cantora e a nova biografia autorizada, Nada Será Como Antes, de Julio Maria, ambos lançados em 17 de março, data do aniversário de Elis. E ainda tem a promessa de uma filmografia, dirigida por Hugo Prata, com roteiro de Nelson Motta e Patricia Andrade, com a atriz Andreia Horta na pele da Pimentinha.

O show começou às 20h15 e foi apresentado por João Marcello e Luiz Carlos Miele, contou com vídeos inéditos de canções da Elis e com depoimentos e canções ao vivo dos artistas convidados (em ordem de participação): Fagner, Renato Teixeira, João Bosco, Jair de Oliveira, Ivan Lins e Gilberto Gil. Músicos e três telões dividiam o palco do auditório Celso Furtado no Anhembi. Minha emoção foi grande, não conhecia o lugar, mas sabia que a Elis já havia se apresentado ali várias vezes.

Setlist: Abertura com Elis Regina (voz) - Fascinação; Fagner - Mucuripe (participação de Elis no telão) e Noves Fora, Elis Regina (telão) - Sinal Fechado e Transversal Do Tempo, João Bosco - Bala Com Bala, Transversal Do Tempo, O Mestre-Sala Dos Mares, O Bêbado E A Equilibrista, Elis Regina (telão) - Me Deixa Em Paz, Renato Teixeira - Romaria (participação de Elis no telão) e Sentimental Eu Fico, Elis Regina (telão) - Corrida De Jangada, Jair Rodrigues e Elis Regina (telão) - O Morro Não Tem Vez (participação de Jair de Oliveira), Elis Regina (telão) - Águas De Março, Ivan Lins - Aos Nossos Filhos, Cartomante, Qualquer Dia, Me Deixa Em Paz e Madalena, Elis Regina (telão) - Deixa e Upa Neguinho Na Estrada, Gilberto Gil - Amor Até O Fim, Se Eu Quiser Falar Com Deus e Ladeira Da Preguiça, Elis Regina (telão) - Maria, Maria.

Senti falta de outros grandes compositores/cantores, vivos, tão gravados por Elis como Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso Guilherme Arantes. Foram quase três horas de show, com intervalo de quinze minutos. Os pontos altos foram ver Elis em vídeos inéditos nos telões com som e imagens impecáveis e ouvir Gilberto Gil cantando Se Eu Quiser Falar Com Deus. Os pontos baixos foram a ausência dos outros filhos de ElisPedro Camargo Mariano e Maria Rita, e a fraca e desnecessária presença de Jair de Oliveira no palco. No encerramento, todos os artistas voltaram ao palco para prestar uma última homenagem à cantora. João Marcello deixou no ar a promessa de novos shows. Vamos aguardar, porque o espetáculo não pode parar!

E para encerrar, a cópia, sem tratamento, de um dos vídeos que passaram no show de ontem, gravado em 1978.

Sinal Fechado e Transversal Do Tempo

domingo, 19 de abril de 2015

Todo dia era dia de índio

Todo dia, era dia de índio
Todo dia, era dia de índio
Mas agora eles só tem 
O dia 19 de abril

Crianças da Tribo dos Caiapós - Belém/PA
O trecho da música acima é uma triste e bonita homenagem ao verdadeiro povo brasileiro que sofreu, desde a colonização do Brasil, o desrespeito dos estúpidos imperialistas europeus. De lá pra cá, um pouco mais de meio milênio, nada mudou para os legítimos donos dessa terra, quase dezimados pelo preconceito e pela ganância do homem branco.

Lembro-me de contribuir com pinturas e cartazes para esse povo quase lendário nas comemorações do Dia do Índio durante os anos de estudo na escola primária, e só.

O Dia do Índio, comemorado hoje, foi decretado em 1943 por Getúlio Vargas, mas a ideia de instituir a data, como importante causa e reflexão, partiu das lideranças indígenas em 1940, durante o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México.

Fico comovido quando artistas incluem no contexto musical um pouco da história dos legítimos povos brasileiros. É o caso da canção Curumim Chama Cunhatã Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio),lançada em 1981. Composição de Jorge Ben Jor e sucesso na voz de Baby Consuelo, ou melhor, Baby do Brasil, a canção faz parte do álbum Canceriana Telúrica, da própria Baby, e do álbum Bem-Vinda Amizade, de Ben Jor


Outros compositores também prestaram homenagem aos índios: Caetano Veloso - Um ÍndioLegião Urbana - ÍndiosDjavan - Cara De ÍndioBeto Guedes - Amor De ÍndioNando Reis - Relicário e Antonio Nobrega - Chegança