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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Begin Again

Na cerimônia do Oscar, desse ano, uma das canções apresentadas e nomeadas para concorrer a estatueta dourada de Melhor Som Original foi Lost Stars, interpretada pelo grupo norte americano Maroon 5. A música de autoria de Gregg Alexander e Danielle Brisebois representou o filme Begin Again (Mesmo Se Nada Der Certo, 2013), e perdeu para a canção Glory, do filme Selma (Selma: Uma Luta Pela Igualdade), 2014.

Ontem, tive o prazer de ver o filme e gostei muito. Nele, a jovem compositora Gretta James (Keira Knightley) viaja para Nova Yorque com o namorado, compositor e cantor Dave Kohl (Adam Lavine) que acaba de assinar contrato com uma gravadora para produzir um disco. Lá, Gretta encontra com o amigo Steve (James Corden) e se muda para a casa dele após descobrir o envolvimento de Dave com uma produtora musical da gravadora. Steve toca num bar e leva a amiga para se distrair um pouco e acaba colocando-a para cantar uma canção autoral. É quando Dan (Mark Ruffalo), um produtor musical recém-demitido, ouve a canção e se encanta com ela, e convence Gretta a gravar uma demo. 

O filme, sobretudo, fala da paixão das pessoas pela música. Dos que compõem, dos que cantam, dos que produzem, dos que tocam e dos que ouvem.

Confira os vídeos de Lost Stars na voz de Keira Knightley e com Adam Lavine, ambas com a letra da canção.



Gosto muito das duas versões, mas a segunda é de arrepiar. 

A trilha sonora é composta por 16 faixas, sendo 6 na voz de Keira, 4 na voz de Adam, 4 com a Cessyl Orchestra e 2 com Cee-Lo. O CD não foi lançado no Brasil, mas é possível baixar as músicas pela internet.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elis 70 anos

Ontem, prestigiei o show em homenagem à Elis Regina e gostei do que vi. A iniciativa partiu do primogênito da cantora, João Marcello Bôscoli, e integra os eventos em comemoração ao aniversário de 70 anos de Elis. Os eventos começaram com o lançamento do site oficial da cantora e a nova biografia autorizada, Nada Será Como Antes, de Julio Maria, ambos lançados em 17 de março, data do aniversário de Elis. E ainda tem a promessa de uma filmografia, dirigida por Hugo Prata, com roteiro de Nelson Motta e Patricia Andrade, com a atriz Andreia Horta na pele da Pimentinha.

O show começou às 20h15 e foi apresentado por João Marcello e Luiz Carlos Miele, contou com vídeos inéditos de canções da Elis e com depoimentos e canções ao vivo dos artistas convidados (em ordem de participação): Fagner, Renato Teixeira, João Bosco, Jair de Oliveira, Ivan Lins e Gilberto Gil. Músicos e três telões dividiam o palco do auditório Celso Furtado no Anhembi. Minha emoção foi grande, não conhecia o lugar, mas sabia que a Elis já havia se apresentado ali várias vezes.

Setlist: Abertura com Elis Regina (voz) - Fascinação; Fagner - Mucuripe (participação de Elis no telão) e Noves Fora, Elis Regina (telão) - Sinal Fechado e Transversal Do Tempo, João Bosco - Bala Com Bala, Transversal Do Tempo, O Mestre-Sala Dos Mares, O Bêbado E A Equilibrista, Elis Regina (telão) - Me Deixa Em Paz, Renato Teixeira - Romaria (participação de Elis no telão) e Sentimental Eu Fico, Elis Regina (telão) - Corrida De Jangada, Jair Rodrigues e Elis Regina (telão) - O Morro Não Tem Vez (participação de Jair de Oliveira), Elis Regina (telão) - Águas De Março, Ivan Lins - Aos Nossos Filhos, Cartomante, Qualquer Dia, Me Deixa Em Paz e Madalena, Elis Regina (telão) - Deixa e Upa Neguinho Na Estrada, Gilberto Gil - Amor Até O Fim, Se Eu Quiser Falar Com Deus e Ladeira Da Preguiça, Elis Regina (telão) - Maria, Maria.

Senti falta de outros grandes compositores/cantores, vivos, tão gravados por Elis como Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso e Guilherme Arantes. Foram quase três horas de show, com intervalo de quinze minutos. Os pontos altos foram ver Elis em vídeos inéditos nos telões com som e imagens impecáveis e ouvir Gilberto Gil cantando Se Eu Quiser Falar Com Deus. Os pontos baixos foram a ausência dos outros filhos de Elis, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, e a fraca e desnecessária presença de Jair de Oliveira no palco. No encerramento, todos os artistas voltaram ao palco para prestar uma última homenagem à cantora. João Marcello deixou no ar a promessa de novos shows. Vamos aguardar, porque o espetáculo não pode parar!

E para encerrar, a cópia, sem tratamento, de um dos vídeos que passaram no show de ontem, gravado em 1978.

Sinal Fechado e Transversal Do Tempo

domingo, 19 de abril de 2015

Todo dia era dia de índio

Todo dia, era dia de índio
Todo dia, era dia de índio
Mas agora eles só tem 
O dia 19 de abril

Crianças da Tribo dos Caiapós - Belém/PA
O trecho da música acima é uma triste e bonita homenagem ao verdadeiro povo brasileiro que sofreu, desde a colonização do Brasil, o desrespeito dos estúpidos imperialistas europeus. De lá pra cá, um pouco mais de meio milênio, nada mudou para os legítimos donos dessa terra, quase dezimados pelo preconceito e pela ganância do homem branco.

Lembro-me de contribuir com pinturas e cartazes para esse povo quase lendário nas comemorações do Dia do Índio durante os anos de estudo na escola primária, e só.

O Dia do Índio, comemorado hoje, foi decretado em 1943 por Getúlio Vargas, mas a ideia de instituir a data, como importante causa e reflexão, partiu das lideranças indígenas em 1940, durante o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México.

Fico comovido quando artistas incluem no contexto musical um pouco da história dos legítimos povos brasileiros. É o caso da canção Curumim Chama Cunhatã Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio),lançada em 1981. Composição de Jorge Ben Jor e sucesso na voz de Baby Consuelo, ou melhor, Baby do Brasil, a canção faz parte do álbum Canceriana Telúrica, da própria Baby, e do álbum Bem-Vinda Amizade, de Ben Jor. 


Outros compositores também prestaram homenagem aos índios: Caetano Veloso - Um Índio, Legião Urbana - Índios, Djavan - Cara De Índio, Beto Guedes - Amor De Índio, Nando Reis - Relicário e Antonio Nobrega - Chegança. 

domingo, 29 de março de 2015

Boogie Oogie

Como fã assíduo das músicas dos anos 1970, não tinha como não comentar a novela e a trilha sonora de Boogie Oogie, (2014-2015).

Os protagonistas: Ísis Valverde, Marco Pigossi e Bianca Bin
A novela se passa nos anos 1978 e 1979, no Rio de Janeiro e Niterói. O enredo fala sobre a revelação da troca de bebês na maternidade, em 18 de fevereiro de 1956, e do tolo segredo de Carlota (Giulia Gam). Os bebês eram Sandra (Ísis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que têm suas vidas reviradas quando suas famílias são destrocadas de uma hora pra outra. Ambas tem mais em comum, são apaixonadas e brigam pelo amor do aviador Rafael (Marco Pigossi). Rafael namorava Vitória e se apaixona por Sandra na véspera do seu casamento com o advogado Alex (Fernando Belo), que morre num acidente, a caminho da igreja, para salvar a vida do galã. É a primeira novela de Rui Vilhena no Brasil, que começa muito bem por aqui depois de viver e escrever durante 15 anos em Portugal. 

Deu para relembrar as roupas, os carros, os produtos e a vida cotidiana da época. 

A trama, das 18h, contava ainda com Beth Faria (Madalena), Francisco Cuoco (Vicente), Deborah Secco (Inês), Fabrício Boliveira (Tadeu), Heloísa Périssé (Beatriz), Daniel Dantas (Elísio), Caco Ciocler (Paulo), Maria João Bastos (Diana),José Loreto (Pedro), Fabíula Nascimento (Cristina), Guilherme Fontes (Mário), Letícia Spiller (Gilda), Alessandra Negrini (Susana), Marco Ricca (Fernando), Giulia Gam (Carlota), Alexandra Richter (Heloisa), Bruno Garcia (Ricardo) e Rodrigo Simas (Beto) nos papéis principais. O elenco tinha uma química muito boa, todos estavam muito bem em seus papéis. Destaque para os mirins Giovanna Rispoli (Cláudia), José Victor Pires (Otávio), João Vithor Oliveira (Serginho), Julia Dalavia (Alessandra) e para os veteranos Joana Fomm (Odete), Pepita Rodrigues (Ágata), Ana Rosa (Zuleica), Zezé Motta (Sebastiana), Sandra Coverloni (Augusta), Thais de Campos (Célia), Gustavo Trestini (Artur) e Christiana Guinli (Márcia).

A trilha sonora foi dividida em dois CDs com músicas que foram hits nos anos 1970.

O primeiro, internacional, traz a atriz Ísis Valverde na capa e as faixas: Boogie Oogie Oogie - A Taste Of Honey, Celebration - Kool & The Gang, Dance, Dance, Dance - Chic, That's The Way (I Like It) - KC and The Sunshine Band, Disco Inferno - The Trammps, Ring My Bell - Anita Ward, September - Earth, Wind & Fire, Just The Way You Are - Barry White, Heart Of Glass - Blondie, Got To Be Real - Cheryl Lynn, If I Can't Have You - Yvonne Elliman, Fantasy - Earth, Wind & Fire, Hot Stuf - Donna Summer, Got To Give It Up (Part 1 & 2) - Marvin Gaye, I Go To Rio - Peter Allen, Your Song - Elton John e Love Hangover - Diana Ross.   

O segundo, nacional e internacional, traz a atriz Bianca Bin na capa e as faixas: Dancin' Days - As Frenéticas, Acabou Chorare - Novos Baianos, Three Times A Lady - Commodores, A Noite Vai Chegar - Lady Zul, As Dores Do Mundo - Hyldon, Deusa Do Amor - Pepeu Gomes, Daddy Cool - Boney M., Coisas Da Vida - Rita Lee, Barato Total - Gal Costa, Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar - Jorge Ben, London London - Caetano Veloso, Mandy - Barry Manilow e novamente a música That's The Way (I Like It) - KC and The Sunshine Band. 

Quatro músicas da novela ficaram de fora dos CDs. Eram elas: Don't Go Breaking My Heart - Elton John & Kiki Dee, You Make Me Fell (Mighty Real) - Sylvester, Sossego e Afim De Voltar - Tim Maia. E se não me falha a memória, Lança Perfume - Rita Lee e Roberto de Carvalho, também tocou na novela.

Na vinheta dos intervalos da novela era tocada a introdução de September. Segue a abertura da novela, sem os nomes do elenco, autor e direção, com a música tema.

That's The Way (I Like It)

Esse É O Caminho (Eu Gosto Disso)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Smalltown Boy

Mesmo sem eu entender muito bem o que a letra da canção Smalltown Boy dizia, a mensagem ficava clara no vídeo, onde, um jovem rapaz é obrigado a deixar sua cidade após sofrer com a homofobia dos nativos. E quem não passou de alguma forma por tal constrangimento? Estou falando dos anos 1980, onde a homossexualidade era mais velada e a intolerância e o preconceito eram bem maiores do que hoje. 

O escocês Jimmy Somerville fundou em Londres, em 1983, com os amigos Steve Bronki e Larry Steinbachek, a banda Bronski Beat. Com todos os integrantes homossexuais assumidos, a banda deixou bem claro, desde o começo, o que propunha discutir através da música, tanto na faixa de lançamento do disco, Smalltown Boy, quanto no título do álbum, The Age Of Consent, de 1984. 
Mas quem de fato começou a colocar o "dedo na ferida" foi o inglês Boy George com sua banda Culture Club, que dois anos antes, lançavam a canção e o vídeo Do You Really Want To Hurt Me. E, em se tratando de contestação, depois da libertação sexual dos anos 1960 (Woodstock), da glam rock (David Bowie) nos anos 1970, os anos 1980 voltou-se ao amor e à todas as suas formas. Foi o auge do romantismo pop.

Smalltown Boy
Garoto Da Cidade Pequena

terça-feira, 24 de março de 2015

Para Fefê

E mais um dia especial chegou hoje à minha família, nasceu a minha sobrinha-neta Fernanda, com 3,135kg e 48cm.

E para comemorar, segue o vídeo do Symple Red com a canção For Your Babies, álbum Stars, de 1991, e que gosto bastante.

For Your Babies
Para Seus Filhos

Seja bem vinda Fernanda! Bem vinda a Era de Aquário! Bem vinda ao novo mundo que começa junto com você!

terça-feira, 17 de março de 2015

Vou deitar e rolar

Um dia especial, como o de hoje, não poderia passar em branco. Especial pela comemoração do septuagésimo aniversário de nascimento da inigualável Elis Regina. Inigualável na voz, na interpretação, na musicalidade, no temperamento, no amor e na verdade. Assim era ela. 

A comemoração começou com a matéria do jornal. Depois a surpresa do site dela, que finalmente nasceu, e que trás também boas novas que virão, como o filme sobre ela que começa a ser gravado ainda este ano. E por fim, a noite de autógrafo com o lançamento do livro Elis Regina - Nada Será Como Antes, de Julio Maria. E é claro que eu não perderia esse momento por nada. Na fila do autógrafo encontrei outras surpresas: Um jovem que disse que a música que ele mais gostava dela é Se Eu Quiser Falar Com Deus do Gilberto Gil. Disse ainda, que ela era a única que se apropriava das canções que gravava, como se fossem suas. Outra surpresa foi ouvir um senhor, provavelmente da mesma idade que ela completaria hoje, dizendo emocionado que o momento da vida dela que mais mexeu com ele foi o show Falso Brilhante. 

Bonito ver e ouvir coisas boas sobre a Elis. Enquanto escrevo esse post, escuto o disco Em Pleno Verão, de 1970, ano em que nasci. Começou com a música Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá), passando pelas ótimas Bicho Do Mato, As Curvas Da Estrada De Santos, Fechado Pra Balanço, Não Tenha Medo, These Are The Songs e Comunicação. No site dela, www.elisregina.com.br, é possível encontrar e ouvir todos os seus discos. Que maravilha! João Marcello, parabéns pelo trabalho e pelo resultado! 

Não demorou muito para eu escolher uma foto dela, entre centenas, para publicar aqui. O sentimento é este, o de um forte abraço. Então, Elis Regina Carvalho Costa, onde quer que você esteja, receba um forte abraço e votos de plenitude e de imensa paz.

E para comemorar, segue o registro de duas canções gravadas em 1971 para a TV. E acho que tem tudo haver com o momento. Elis deitou e rolou, fez o que bem quis e ainda deixou um aviso: Quem sabe dele sou eu, vida quem dá é Deus. 

Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá)
e Aviso Aos Navegantes

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fifty Shades of Grey

Ontem, finalmente, consegui assistir Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey, 2015), e me surpreendi com a leitura dramática que o filme propõe, e que vai muito além da superficial histeria feminina sobre o "dominador" Grey.

Baseada no primeiro livro da trilogia "Cinquenta Tons", a história narra o encontro da tímida estudante de literatura, Anastasia Steele, protagonizada pela brilhante atriz Dakota Jonhson, e pelo jovem magnata, Christian Grey, vivido pelo bonitão Jamie Dorman. Tudo começa quando Ana substitui a amiga e estudante de jornalismo, Kate (Eloise Mumford), e entrevista Christian para um trabalho de faculdade. Desde então, a forte química do casal mexe com o desejo e o sentimento de ambos. Principalmente após Ana fazer um pacto de silêncio com Grey e receber do empresário uma proposta, que mudará seus paradigmas sobre sexo e romance.

A trilha sonora do filme é bem bacana. Artistas consagrados como Frank Sinatra, The Rolling Stones, Annie Lennox, Beyoncé e Danny Elfman, e também novas surpresas, como o grupo ingles Vaults, o grupo norte americano Awolnation, com uma versão da música I'm On Fire de Bruce Springsteen, e a cantora australiana Sia. Mas não foi a "música tema", Crazy In Love da Beyoncé, que mais mexeu comigo. Achei arrebatadora a canção One Last Night, interpretada pela banda inglesa Vaults, e que você pode conferir abaixo.

One Last Night
Uma Última Noite

Faixas do álbum: Annie Lennox - I Put A Spell On You, Laura Welsh - Undiscovered, The Weeknd - Earned It, Jessie Ware - Meet Me In The Middle, Ellie Goulding - Love Me Like You Do, Beyoncé - Haunted, Sia - Salted Wound, The Rolling Stones - Beast Of Burden, Awolnation - I'm On Fire, Beyoncé - Crazy In Love, Frank Sinatra - Witchcraft, Vaults - One Last Night, Skylar Grey - I Know You, Danny Elfman - Anna And Christian e Did That Hurt?.

terça-feira, 3 de março de 2015

Dom de iludir

Música de Caetano Veloso, que, como sempre, ganha mais cor na voz de Gal Costa, Dom De Iludir tem letra direta e melodia gostosa. 

A música foi lançada por Gal no disco Minha Voz, de 1982. No ano seguinte, a canção emplacou com a trilha sonora da novela Louco Amor. Quatro anos depois, Caetano deu sua versão à música no disco ao vivo Totalmente Demais. 

Não me venha falar 
Na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor 
E a delícia de ser o que é

Não me olhe como se a polícia 

Andasse atrás de mim
Cale a boca 
E não cale na boca
Notícia ruim

Você sabe explicar

Você sabe entender 
Tudo bem
Você está, você é
Você faz, você quer, 
Você tem
Você diz a verdade
A verdade é o seu dom de iludir

Como pode querer que a mulher 

Vá viver sem mentir?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

3 X 1 - Gipsy Kings

Como ficar parado ao som do grupo francês Gipsy Kings - isso mesmo, francês! Ouvi e dancei muito as canções dos irmãos Reyes e Baliardo, duas famílias de ciganos espanhóis que migraram para a França durante a Guerra Civil Espanhola (1936 - 1939).


Com o incentivo do pai, nos anos 1970, os irmão Reyes formaram o grupo Los Reyes no estilo rumba flamenca, uma variante da música flamenca tradicional. No inicio dos anos 1980, descobriram o talento dos primos Baliardo em um Festival de Música e ao tocarem juntos em volta de uma fogueira, decidiram unir-se. Nascia então, em 1982, a banda Gipsy Kings. Sob o comando do vocalista Nicolas Reyes. A projeção mundial veio em 1988 com as canções Bamboleio, Bem, Bem Maria e Djobi, Djoba, todas do terceiro álbum da banda, Gipsy Kings, lançado em1987. Volare, Baila Me, Vamos A Bailar e Allegria, foram outros sucessos da banda.

Nesses mais de 30 anos de carreira, o grupo lançou 12 discos e mais de 150 músicas. Em abril deste ano vão estar em turnê pela Austrália e Nova Zelândia. 

Seguem três vídeos das músicas do grupo que gosto mais:

Bamboleio
Enrolado

Djobi, Djoba
Djobi, Djoba

Baila Me
Dance Comigo