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quinta-feira, 10 de março de 2011

Curiosidades 2

Não sou de fazer propaganda de campanha alguma mas achei interessante uma que o site de um banco promoveu este mês para homenagear o Mês Internacional das Mulheres. Convidaram a minha Diva Rita Lee para montar uma seleção de músicas que ela curte e disponibilizaram um link no site para serem ouvidas. Algumas eu já conhecia, outras são inéditas pra mim, enfim, gostei de saber um pouco mais do que a Rita gosta de ouvir e que guarda em suas lembranças musicais.

Segue a seleção:


Elvis Presley - (You're The) Devil In Disguise
Gang 90 e Absurdetes - Telefone
Jackson do Pandeiro - Chiclete Com Banana
As Frenéticas - Perigosa
Sly and The Family Stone - Family Affair
Peggy Lee - Why Don't You Do Right
Little Richard - The Girl Can't Help It
Marianne Faithfull - As Tears Go By
Donna Summer - Bad Girl
Neuzinha Brizola - Mintchura
Kid Creole - Endicott
Jorge Ben Jor - Rita Jeep
Tim Maia - Bom Senso
Stray Cats - Stray Cat Strut
Carmen Miranda - I Like You Very Much
Wanderléa - Pare o Casamento
David Bowie - Fame
Roxy Music - Love Is The Drug
Alvin and The Chipmunks - The Christmas Song
Brenda Lee - I’m Sorry
Nelson Gonçalves - A Volta Do Boêmio
Nat King Cole - Nature Boy
Angela Maria e Ney Matogrosso - Babalu
Françoise Hardy - La Question

Rita lee fala 
sobre a escolha: Fui lembrando aleatoriamente de músicas que fizeram a trilha sonora da minha vida, foi uma delícia escutá-las novamente enquanto escolhia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Carnaval e Eu

Nunca fui muito fã de Carnaval a não ser pelo longo feriado. Mesmo assim, tenho muitas recordações dessa comemoração popular.

Quando pequeno, dos 5 aos 8 anos, meus pais levavam eu e meu irmão nas matinês de Carnaval no Clube Palmeiras. O salão era dividido por grades que separavam as faixas etárias. Crianças, adolescentes e adultos não ficavam juntas. A nossa fantasia era uma camiseta Hering branca, um shorts qualquer, uma par de sandálias e um colar havaiano no pescoço. Confete e serpentina, pegávamos no chão. O salão ficava cheio. A ala das crianças era cercada pelos pais que ficavam debruçados sobre as divisórias sacando algumas fotos e incentivando seus filhos a pularem nos passos das marchinhas de Carnaval. A banda tocava de cima do palco no final do salão. De lá saiam as tradicionais músicas: Allah-Lá-Ô, Cachaça, Aurora, Cabeleira do Zezé, Abre Alas, A Jardineira, Linda Morena, Mamãe Eu Quero, O Teu Cabelo Não Nega, Me Dá Um Dinheiro Aí, Saca-Rolha e Ô Balancê. A festa começava ao meio-dia e terminava às 18h. Depois disso era a vez só dos adultos.


Alguns anos depois começaram as viagens. No início íamos para Piracicaba. Meus tios moravam numa casa bem modesta e assistíamos os desfiles numa TV com imagem preto e branco. No ano seguinte, duas grandes novidades, uma TV nova com imagens em cores e o fim da construção da casa maior. Mas gostávamos mesmo de brincar no barro, correr atrás das galinhas e se aventurar no mato.

Nos anos seguintes íamos com a nossa família e a família da minha mãe para o sítio da saudosa Tia Flora em Valinhos. Era uma delícia. Toda família reunida, pais, irmãos, tios, tias, primos e primas com os namorados. O dia começava na grande piscina com aperitivos e caipirinhas, o almoço acontecia num grande salão aberto com uma bela churrasqueira, a tarde alguns dormiam, outros iam comer frutas colhidas na hora do pomar e as crianças voltavam eufóricas para a piscina com a ressalva de esperar duas horas para a digestão, um saco. De noite, após o lanche, a família toda se reunia na sala para jogar e brincar. Os mais velhos disputam as mesas para jogar Buraco. Os mais novos sentavam-se em roda na sala para brincar de Stop ou de Quartel, e ainda restava um espaço para as tias bordar. Mais tarde alguns remanescentes ficavam assistindo o desfile das Escolas de Samba.

Na adolescência voltei a ir para Piracicaba passar o Carnaval com meus primos de lá Maurício e Marcelo. Um ano, fui com o meu primo Alexandre e conhecemos uma festa tradicional, que não acontece mais há muito tempo, chamada de Banda do Bule. Os homens se vestiam de mulher e desfilavam na rua principal do centro da cidade disputando as bocas e os beijos das moças. Era uma zona e bem divertido. Fui uma única vez num baile de Carnaval no Clube da cidade. Não curti e comecei a entender que não nasci para sambar e nem para suar a camisa em salões abarrotados de gente.

Na época da faculdade aproveitei os quatro dias para conhecer, com minhas amigas, Beta Sheila e seu marido João, dois lugares mais distantes. Em um ano fomos para as Cidades Histórias de Minas Gerais e no ano seguinte seguimos para as Serras Gaúchas. Foi muito bom, não sei dizer ao certo qual destino me agradou mais.

Hoje prefiro curtir o sossego de um lugar tranqüilo com no máximo uma pincelada na TV para ver um pouco dos desfiles.

Boas lembranças. Bom Carnaval!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

TOP 10 - Rita Lee

Mais um tipo de listagem para relacionar as dez músicas que mais gosto de cada artista. 

Critérios para escolha: Melodia e letra, sem pretensão alguma de julgar técnica ou performance musical, e é claro, minhas memórias.

Coloco também um trecho da letra que diz respeito a mim e ao que espero da vida.

Começo com a minha primeira influência da música brasileira, Rita Lee.

1 - Tatibitati - Siga o instinto/Do seu coração...
2 - Mutante - Ai de mim que sou romântica! 
3 - Mania de Você - Vestindo fantasias/Tirando a roupa... 
4 - Caso Sério - Empapuçados de amor... Ai! Que coisa boa...
5 - Doce Vampiro - Venha me beijar/Meu doce vampiro...
6 - Shangrilá - E me deixar levar/Por um beijo eterno/Por seu corpo envolvente...
7 - Lança Perfume - Eu sou neném/Só sossego com beijinho...
8 - Saúde - Se por acaso morrer do coração/É sinal que amei demais...
9 - Nem Luxo, Nem Lixo - Meu sonho é ser imortal/Meu amor!...
10 - Baila Comigo - Se Deus quiser/Um dia acabo voando...

Cassete! 10 é pouco! Quero mais...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vamos ficar juntos

Let´s Stay Together, 1984, música de Al Green, fez ressurgir das cinzas a grande fênix da música americana, Tina Turner. Após vários sucessos nos anos 1960 e 1970 com o ex-marido/ex-empresário Ike Turner, Tina, por pouco, não caiu no esquecimento depois da sua traumática separação com Ike em 1974, após doze anos de casamento e um filho. Mais detalhes sobre sua vida e seu inicio de carreira estão no filme biográfico What´s Love Got to Do With It, de 1993.

Bom, esse clipe foi o meu primeiro contato com a Tina. O vídeo deveria ser um cult entre as peruas emergentes com suas peles de zebra, maquiagem pesada e cenário de gosto duvidoso. Sempre tive dúvidas se o cabelo dela era natural ou se ela usava peruca. E as pernas da moça? Bonitas e bem tratadas para uma quase senhora de meio século de idade. Acho que foi o primeiro clipe que me fez tomar gosto pela música visual. Gosto do ritmo e da energia. Já tentei até imitar a coreografia, mas não nasci para dançar.

De lá pra cá, tento acompanhar de perto a carreira da cantora apelidada de vulcão do rock. Fui ao show Break Every Rule em 1988, assisti várias vezes Mad Max, Além da Cúpula do Trovão, com Mel Gibson, de 1985, e tenho seus LPs, CDs e DVDs.

Admiro sua força e sua garra em dar a volta por cima e se transformar neste grande ícone da música internacional. Tina possui 10 Grammys Awards e é uma das dez cantoras mais ricas do mundo, com uma fortuna estimada de 350 milhões de dólares.

Segue o clipe. A qualidade do som não tá muito boa mas assim que conseguir arrumar substituo. 

Let's Stay Together
Vamos Ficar Juntos

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Os Outros (letra) - 5º lugar - TOP 10 Nacional

Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros

Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos, mas você foi
O meu melhor namorado

Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você
Os outros são os outros e só

São tantas noites em restaurantes
Amores sem ciúmes
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado

De Leoni e Paula Toller
Álbum Educação Sentimental, 1985

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mamma Mia!

Ontem assisti ao musical Mamma Mia! no Teatro Abril. Não poderia estar em melhor companhia, Miguel e os queridíssimos Riccelli e Bruna. O musical original foi montado e produzido pelos amigos, e ex-ABBA, Björn e Benny em 1999. Sucesso de bilheteria pelo mundo foi montada aqui também com as músicas traduzidas para o português para entendimento da história pelo público. O musical foi no máximo honesto e fiel ao original. E, fez lembrar-me das vezes que ia visitar meus avós paternos Zepherino e Noemia no final dos anos 1970. Algumas vezes me deparada com um especial do ABBA na televisão com a imagem super colorida e com o som bem alto. Pudera, meus avós já tinham pra lá de 80 anos. 

Björn, Agnetha, Frida e Benny
Recordo-me que, muitos anos depois, assistindo o filme Priscila, A Rainha Do Deserto (1994), de ter novamente me empolgado em escutar ABBA. Tem uma cena no filme em que dois amigos gays e travestidos de Agnetha e Frida cantam Mamma Mia, um dos maiores sucessos da banda. É bem verdade que o filme que ressuscitou o ABBA foi O Casamento de Muriel (também de 1994). A protagonista Muriel era apaixonada pelo ABBA. Fato nem tanto curioso, os australianos adotaram o ABBA, o que explica uma turnê da banda pelo país em 1977 e que acabou virando um filme, ABBA: The Movie

O grupo sueco surgiu em 1972 nas mãos dos músicos e compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson e nas vozes de Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (Frida). O nome da banda é um acrónimo formado pelas iniciais dos integrantes do grupo. O ABBA emplacou vários sucessos durante a década de 1970 e o início dos anos 1980. Ficaram 160 semanas ocupando os primeiros lugares nas paradas do Reino Unido, perdendo apenas para os Beatles. Tinham um visual extravagante e se tornaram mais tarde uma banda cult. Já venderam mais de 375 milhões de álbuns pelo mundo todo e continuam com uma receita de 3 milhões de vendas por ano. O grupo encerrou sua carreira em 1983 com a saída de Agnetha e Frida. 

Björn e Benny continuam até hoje com a peça teatral Mamma Mia! vista por mais de 35 milhões de espectadores e em exibição permanente em cidades como Las Vegas, Tóquio, Hamburgo, Londres, Dublin, Nova Iorque, Toronto, Bucarest e Seul.

Destaque para as músicas: Dancing Queen, Knowing Me, Knowing You, Take A Chance On Me, The Winner Takes It All, Money, Money, Money, SOS, Super Trouper, Chiquitita, Voulez-Vous, Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight), Waterloo e...

Mamma Mia

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Doce de Pimenta


Infelizmente, não há registro sonoro oficial dessa música. 
A Rita Lee poderia copilar um CD com seus parceiros de voz e incluir esta.
Fica aqui a sugestão.

Segue a letra e o player da música que a Rita fez para a amiga Elis Regina:

Cada um vive como pode
E eu não nasci pra sofrer
Cara feia pra mim é fome
E eu não faço manha pra comer

A vida é como um escola
E a morte é um vestibular
No inferno eu entro sem cola
Mas no céu eu vou ter que descolar

Mas quando alguém
Precisa de um carinho meu
Não há nada que me prenda
Mas se eu sentir que o bicho me mordeu
Sou mais ardida que pimenta!

No fundo eu sou otimista
Mas sempre imagino o pior
Me cansa essa vida de artista
Mas cada vez o prazer é maior

Mas quando alguém 
Precisa de um carinho meu
Não há nada que me prenda
Mas se eu sentir que o bicho me mordeu
Sou mais ardida que pimenta!


Pimentinha foi o apelido que Vinicius de Moraes criou carinhosamente para a Elis
Rita retrucou: "Quem falou que pimenta não é doce?... Se essa é uma pimenta, é uma pimenta bem doce!"

Incluído o player da música em 01/08/2012.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um ano de Music And Eu!

Hoje, comemoro com prazer um ano do blog no ar, ou melhor, na rede. Foram, até aqui, 1.567 visitas (uma média de 4,3 por dia) e 60 posts: 18 vídeos internacionais, 8 vídeos nacionais, 8 letras e 3 traduções de músicas, 5 TOP listas e muitas lembranças e referencias musicais. Não faltaram também pesquisas e descobertas. Tudo feito com prazer. Prazer em dividir minhas lembranças e o meu gosto musical.

Tenho ainda muito que lembrar e falar. Anoto tudo numa caderneta e aos poucos, quando sobra um tempinho, vou reescrevendo aqui. Gostaria de postar mais vídeos nacionais, mas infelizmente, não temos muitos registros de qualidade. E por falar em qualidade, não descobri uma forma de colar aqui clipes com mais qualidade de som e imagem. Na verdade, essa ferramenta - Blogger - não foi pensada, acho, para baixar vídeos e sim colocar links para o YouTube.

Bom, e para comemorar escolhi um vídeo com as minhas musas nacionais cantando juntas. Falo de Rita LeeElis Regina. Um encontro inédito na televisão no programa Especial Elis Regina. Foi ao ar em 1978 pela TV Bandeirantes. Na ocasião a Elis deu a maior força para amiga Rita entrar novamente na mídia após a sua prisão por porte de maconha. Não assisti ao programa quando passou pela primeira vez na TV, assisti muitos anos depois, em 2000, quando a própria TV Bandeirantes fez o Especial 3001, com a Rita, sob o comando da apresentadora Astrid Fontenelle. Lá, uma breve homenagem à Elis com depoimento da Rita e um trecho do vídeo.

Doce de Pimenta

Esta música foi escrita pela Rita especialmente para a Elis, o arranjo é do Roberto de Carvalho

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TOP 10 - Internacional 2


Em ordem cronológica:

1º - Culture Club - Do You Really Want To Hurt Me?, 1982
Give me time to realize my crime/Let me love and steal/I have danced...

2º - Madonna - Boderline, 1983
Something in the way you love me won't let me be/I don't want to be...

3º - Van Halen - Jump, 1984
I get up/And nothin' gets me down/You got it tough/I've seen the toughest...

4º - Tina Turner - What's Love Got To Do With It, 1984
You must understand though the touch of your hand/Makes my pulse react...

5º - Simply Red - Holding Back The Years, 1985
Holding back the years/Thinking of the fear i've had so long/When somebody...

6º - Simple Minds - Alive and Kicking, 1985
You turn me on, you lift me up/And like the sweetest cup i'd share with you/...

7º - Pet Shop Boys - West and Girls, 1986
Sometimes you're better off dead/There's gun in your hand and it's pointing...

8º - George Michael - Father Figure, 1987
That's all i wanted/Something special, something sacred/In your eyes/...

9º - Erasure - A Little Respect, 1988
I try t discover/A little something to make me sweeter/Oh baby refrain/...

10º - Yazz - The Only Way Is Up, 1988
We been broken down/The lowest turn/And been on the botton line/...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Doce Vampiro

Desde pequeno sempre tive um sonho... Ser um vampiro. Meu desejo ficou limitado aos meus desenhos, brincadeiras, livros e aos filmes: os do Drácula com o frio Christopher Lee (década de 1960), o excêntrico A Dança dos Vampiros (1967), o cômico A Hora do Espanto (1985), o magnífico Drácula de Bram Stoker (1992), o sensual Entrevista Com O Vampiro (1994), Um Drink no Inferno (1996), Anjos da Noite (2003),Van Helsing (2004), Trinta Dias de Noite (2007), Crepúsculo (2008), entre outros.

Realizei virtualmente o meu desejo com um avatar, o Brecool, e continuo na onda com a série de TV True Blood (2008). Sobre o assunto foram escritos muitos livros e produzidos vários filmes, séries e até novelas. Virou modismo e carne de vaca, infelizmente. Hoje, vampiros não morrem mais sob a luz do sol. Água benta, alho e crucifixos não têm mais efeito algum sobre eles. E para piorar, eles preocupam-se em transformar seres mortais em imortais e em viverem em harmonia com os humanos. Pode? Não, não pode!!!

Imagina a minha surpresa quando ouvi minha musa Rita Lee cantando Doce Vampiro, álbum Rita Lee de 1979. Não acreditei. Primeiro, achei que só eu gostasse de vampiros. Segundo, nunca imaginei a Rita cantando algo assim. E terceiro, não podia haver casamento mais feliz.

Alguns anos atrás, fuçando as fotos da Rita em seu site, encontrei esta foto dela que me lembrou a vampira Lucy (foto acima), personagem presente no filme de Bram Stoker. Outro presente ou coincidência?

Para quem, como eu, é fã de vampiros e da Rita Lee, segue um trecho do especial Rita Lee Jones gravado para a TV Globo em 1980, com arranjos de Roberto de Carvalho e direção de Daniel Filho.

Doce Vampiro