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domingo, 20 de junho de 2010

Dudu completa quatro anos...

... e na sua festinha de aniversário, ontem, ele canta(!!) Quando Te Vi de Beto Guedes . O tema da festa era do BEN 10. A família toda (com exceção do tio Miguel e da prima Meire), os amigos da mamãe Eliane e do papai Dinho estavam presentes. E lá pelas tantas, o papai colocou um vídeo retrospectiva dos quatro anos do garoto. Eis que, animado pela trilha sonora do vídeo, Dudu, sentado no colo da tia Rose, começa a cantarolar Nem o sol/Nem o mar/Nem o brilho das estrelas/Tudo isso não tem valor sem ter você/... /Nem o perfume de todas as rosas é igual à doce presença do seu amor/... 

Que lindo! Descobri, mais tarde, que ele cantou esta música para a sua mãe na festinha de Dias das Mães. Não importa onde e como aprendeu, achei o máximo um garotinho de quatro anos cantando MPB. 

Parabéns Dudu! Continue assim, cantando e sempre feliz! Beijos do tio Beto.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O primeiro grupo de lá

"Ele é bicha" dizia meu irmão, se referindo ao vocalista Boy George, quando passava um clip do Culture Club na televisão. Eu jurava que era mulher (a loca!). Não importa, gosto do mesmo jeito. O quarteto britânico (Boy George, Mikey Craig, Roy Hay e Jon Moss) iniciou a carreira meteórica em 1982.

Grandes sucesso da banda como Do You Really Want To Hurt Me?, Time (Clock Of The Heart), Karma Chamaleon, Victims, It´s A Miracle, Miss Me Blind, Mistake Nº3, entre outros, tocaram exaustivamente nas rádios na década de 1980. 

O grupo terminou em 1986 por problemas de drogas envolvendo o vocalista Boy. Após o incidente e de ser internado em clínicas de desintoxicação, Boy George tentou carreira solo. 

Em 1998 o grupo voltou a se unir para gravar um álbum Greatest Hits num programa do canal VH1. Em 1999 fizeram uma turnê pela Inglaterra e EUA para lançar o novo disco Don´t Mind If I Do, mas já não era a mesma coisa. 

O tempo passou e o grupo não choca mais com o vocalista de voz fina, trejeitos femininos e maquiagem performática. Mesmo assim, tem o seu valor musical, e como toda banda inglesa, contestou, inovou e foi tendência de uma época e de uma geração.

Time (Clock Of The Heart)
Tempo (Relógio Do Coração)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A música e a escola

Desde o primário até o ginásio (hoje, ensino fundamental), o momento mais esperado do ano, era a troca de presentes no Amigo Secreto. 

Estipulávamos que as trocas seriam somente de LPs e K7s. Não me lembro ao certo quando tudo começou, mas recordo bem que até os professores (coordenadores de classe) participavam. Dona Diva, professora de história e japa, vibrou muito por ganhar o LP do Djavan. Eu faturei uns três da Rita Lee, um da Tina Turner e outro do Culture Club. É claro que tinha os mais pedidos da turma: Michael Jackon, Menudo, Kid Abelha, Blitz, Marina e as trilhas das novelas Brega e Chique, Roque Santeiro, Guerra dos Sexos, Mandala, Vereda Tropical...

No dia do sorteio não havia aula e coincidia com o último dia letivo para quem não ficasse para recuperação. Decorávamos a sala com balões, fitas e desenhos na lousa. Meninos levavam um prato de doce e as meninas de salgado, incluindo também: refrigerantes, guardanapos, pratinhos e copos descartáveis. Era muito bom. Tinha até quem levasse gravador e vitrola para tocar os presentes. 

Bons tempos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O primeiro show internacional

Tina Turner, Break Every Rule, 1988

Verão, janeiro, curtindo as férias com meu querido e saudoso primo Alexandre, minha amada e saudosa mãe e minhas tias na praia do Pernambuco no Guarujá. Acordei cedo e fui para a rodoviária, comprei a passagem e embarquei para São Paulo. Desci no terminal Jabaquara, tomei metrô e ônibus com destino ao estádio do Pacaembu. Chegando lá, por volta das 10h, comprei o ingresso, setor pista, na bilheteria. Já havia bastante gente acampada em frente ao estádio. Cambistas e camelôs vendendo de tudo. Ingressos, faixas de cabeça, camisetas, fotos, revistas, água, suco, lanches... 

Não me incomodei em esperar mais de oito horas para abrirem os portões de acesso. Nem me lembro o que eu fiz para esperar tanto tempo, o show começava às 21h. 

A musa entrou no palco pontualmente, com um mini vestido de couro vermelho (foto) e um saltão. Não recordo qual foi a música de abertura, mas lembro dos pontos altos do show. Nas canções We Don´t Need Another Hero e Paradise Is Here, o público ascendia isqueiros, inclusive eu, e isso causava um efeito lindo no estadio. Typical Male, Two People, Better Be Good To Me, Addicted To Love, I Can´t Stand To Rain, Help, Proud Mary, What´s Love Got To Do With It, Let´s Stay Together e a faixa título Break Every Rule, foram as outras músicas do show, que terminou por volta das 23h30. 

Foi inesquecível. 

Que energia e folego esta mulher de 50 anos (na época) tinha, e que pernas! Acabei dormindo na casa da minha irmã Magaly, que morava perto dali, e voltei pro Guarujá no dia seguinte recordando as músicas e a presença de palco deste furacão chamado Tina Turner. Salve a rainha do Rock internacional!

Break Every Rule
Quebrar Todas As Regras


Texto editado em 25/03/13.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O único caminho é para cima

Uma das músicas que eu mais curtia no final dos anos 1980.

The Only Way Is Up, Yazz, 1988. Como o título, tem um ritmo up, é energizante e a cantora inglesa, Yasmin Evans, é uma graça. 

Demorei muitos anos para encontrar a música e o clip. Encontrei. Graças à internet e seus internautas, veja o clip abaixo. Enjoy!



The Only Way Is Up 
O Único Caminho É Para Cima

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Férias de inverno em Piracicaba

Nos anos 1988 e 1989, eu e meu primo Maurício aproveitávamos as férias de julho para irmos para a balada. Ele morava com meus tios numa chácara perto do trevo antigo de Piracicaba. A única maneira de chegar ao centro da cidade era de ônibus ou de carona com o meu outro primo Marcelo, que já tinha carta e namorava. O point ficava perto do centro. Descíamos na Rua Quinze de Novembro e traçávamos o habitual roteiro: boteco, balada e lanche. O primeiro ponto era o boteco, Pilequinho, encomendávamos um litrão de batida de sorvete de morango com vodka. Tudo de bom. Às vezes variávamos com uma batida de amendoim ou de coco. Depois de encher o caneco, partíamos para o segundo ponto, a balada na Croco. A Croco era mais popular, havia outra balada próxima a esta, a Mr. Dandy, que tinha como público os burguesinhos da cidade. Bom, chegando à balada, atacávamos o bar. Primeiro uma coca, depois caiamos de cabeça na cerveja e em drinks como Alexander, Menta ou Campari. Ao som dos anos 1980, fervíamos na pista de dança. É claro que a bebida e o cigarro ajudavam a quebrar a timidez e sair azarando as garotas. 

Na pista havia um telão onde passavam os clips dos astros da vez: Madonna, George Michael, Michael Jackson, Tina Turner, David Bowie, Pet Shop Boys, The Cure, A-ha, New Order, Erasure, Prince, Depeche Mode, Duran Duran, Information Society, Paula Abdul, Rick Astley, Peter Gabriel, Kon Kan, Bananarama, Queen, The Police, The Bolshoi, Bronski Beat, Tears for Fears, Culture Club, Swing Out Sister, Dead Or Alive, The Pretenders, Cyndi Lauper, The Smiths, The B-52s, Simple Minds, Simply Red, Billy Idol, U2... 

Ufa! A lista é grande e não para por ai. Voltando, a balada acabava por volta das três da matina. A essa hora o frio era insuportável, não tinha jeito, antes de sair de lá, tinha que ter a saideira. Ficávamos trebados. O passo seguinte era forrar o estomago. Subíamos uma avenida grande, que dava em outra maior ainda, até chegar no trailer de lanches Trevo. Você não tem noção do que era o lanche de lá. X-TUDO com hambúrguer, queijo, presunto, ovo, linguiça, frango, bacon, salada, purê e fritas. Quatro andares de lanche. E a maionese feita por eles? Cremoooooosa. Vinha dentro de um tubo branco, do tipo de mostarda e de catchup. Acho que eu comia o lanche só por causa da maionese. Bom, e dá-lhe coca e guaraná, e para arrematar, o cigarrinho. E não parava por ai. De lá, voltávamos a pé para a chácara. No caminho, muitas paradas, muito cigarro, cantoria e besteira. De vez em quando deitávamos no chão para contemplar o céu estrelado de inverno. Cruzeiro do sul, Três Marias, Vênus, Marte, Lua, constelações e tudo mais que um céu de interior pode oferecer. Era mágico. 

Eita férias que não sai da memória. As melhores, sem dúvida.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Verônica e Marina

Comecei a curtir as músicas da Marina Lima em meados de 1984, com o sucesso Fullgás do disco homônimo. Quando conheci minha amiga Verônica, no colegial, o gosto se intensificou. 

Íamos para a casa dela para estudar, conversar, fumar e escutar Marina. Era muito bom, dava uma sensação de liberdade, ficar jogado na cama falando besteira, tomando coca-cola e ouvindo Marina. Dai, vieram as outras músicas preferidas do mesmo disco, dos trabalhos anteriores e dos que vieram depois: Veneno (Veleno), Me Chama, Corações A Mil, Nosso Estranho Amor, Charme Do Mundo, Nada Por Mim, Uma Noite E Meia, À Francesa, Criança... Entre tantas outras desta artista romântica e eternamente apaixonada. 

Vai uma palhinha da moça com outros ícones do mundo artístico, Selton Mello e Preta Gil, novinhos e cheios de energia. 

Criança


Novamente, minha amiga Verônica teve forte influência no meu gosto músical.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A grande diva

Conheci a pessoa através da sua obra. A primeira lembrança vem de ouvir na rádio a canção O Bêbado E A Equilibrista, 1980. Alguns anos depois conheci a artista, já morta, através da sua biografia - Furacão Elis, Regina Echeverria, 1985. E não foi por acaso. 

Certa vez, fui passar as férias de verão na casa da minha irmã Rosely, em Santos, e vi que ela estava lendo o livro. Como ela sabia que eu curtia a Rita Lee, comentou comigo que tinha um capítulo no livro que aparecia uns depoimentos dela falando sobre a Elis. Peguei o livro para ler o tal capítulo. Pra quê? Bastou eu ler estas poucas páginas para me interessar profundamente pela pessoa e pela artista. A-M-E-I. Devorei o livro em um dia.

Pronto. Foi a deixa para eu começar mais uma coleção. Tenho a maioria dos trabalhos dela relançados em CDs, LPs, vídeos, DVDs, fotos, revistas, jornais e até fotos com os filhos João Marcello, Pedro e Maria Rita.

Forte, carente, intempestiva, doce, pimenta, entre outros tantos adjetivos, Elis era única. Me apaixonei pela sua voz que contagia e arrepia. É difícil escolher uma música do seu vasto repertório. Entre notas e melodias, altos e baixos, risos e choros, a mulher arrasava sem o menor esforço vocal. 

Coisas que a gente se esquece de dizer/Coisas que o vento vem às vezes me lembrar/Coisas que ficaram muito tempo por dizer/Na canção do vento não se cansam de voar. O Trem Azul de Lô Borges. No vídeo desta música, gravado para um especial da TV Record em dezembro de 1981, ela exibe a sua mais completa tradução. Nele, ela atinge o seu auge de voz, força e interpretação. Eu não consigo acompanhar, falta ar! É... Não tenho mais palavras... Ela foi e sempre será indecifrável, indiscutível e insubstituível.

Trem Azul


Editado em 27/09/2013.

Salve Rainha!

Se ela fosse viva, completaria hoje 65 anos de idade. Infelizmente foi para o plano superior há 28 anos, deixando para nós um legado imbatível e uma herança que perpetua seu trabalho. 

Com ela pude aprender o que é MPB e conhecer os medalhões que compõem a nossa trilha nacional: Ary Barroso, Cartola, Adoniran Barbosa, Baden Powell, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Francis Hime, Rui Guerra, Milton Nascimento, Fernando Brant, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia, Jorge Ben, Edu Lobo, Dolores Duran, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Bosco, Aldir Blanc, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Tavito, Zé Rodrix, Belchior, Lô Borges, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Thomaz Roth, Luiz Guedes, Renato Teixeira, Tunai, Ivan Lins, Vitor Martins, Gonzaguinha, Fagner, Guilherme Arantes, Rita Lee e outros mais.

Salve Elis! Salve Rainha!

Editado em 04/02/13.

domingo, 14 de março de 2010

O primeiro show

1986, estádio Palestra Itália, clube Palmeiras, RPM - Revoluções por Minuto. Era o grande sucesso do ano. Fui de carona com minha amiga do colegial, Verônica. Ela estagiava na rádio Jovem Pan FM e conhecia o pessoal da Poladian, produtora do grupo. Seus contatos renderam duas entradas free para ver o show. Pista, primeira fileira! Atrás dos convidados VIPs e das grades de proteção. Assistir ao show bem de pertinho, ali do gargarejo foi bom, mas seria melhor ver de mais longe para não comprometer a visão do estádio lotado, dos efeitos de luz, do cenário e dos movimentos de palco. 

Não curtia muito o grupo na época, gostava das músicas Louras Geladas, Rádio Pirata e Revoluções Por Minuto. Depois do show passei a escutar o RPM com mais atenção e emoção. O grupo era formado por: Paulo Ricardo (vocal), Luiz Eschiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e Paulo P. A. (bateria). 

Acabei pegando gosto pela emoção de ver um show ao vivo. É contagiante. Vieram muitos outros depois. 

Sem dúvida alguma minha amiga Verônica, contribuiu, e muito, pela minha paixão pela música. E por onde andará Verônica? Verônica morava em um apartamento na Rua Diana. Ela não era de São Paulo, era do Recife. Era bonita, tinha cabelos compridos e cacheados, sempre presos num rabo de cavalo, fumava e tinha uma mania de ficar rolando os anéis nos dedos. Saudades da Verônica.

Texto editado em 25/03/13.